Presidente interina da Venezuela mantém tradição e antecipa festejos de Natal em Caracas
Com Nicolás Maduro preso nos Estados Unidos, Delcy Rodríguez comandou o acendimento das luzes natalinas na capital venezuelana.
Por Redação
Fonte: InfoMoney
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A presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, manteve a tradição do regime bolivariano e antecipou os festejos de Natal no país, conforme o portal InfoMoney. A decisão ocorre enquanto o ex-presidente Nicolás Maduro permanece preso nos Estados Unidos aguardando julgamento, e o território venezuelano ainda tenta se recuperar dos terremotos que atingiram diversas regiões em junho, resultando na morte de mais de 6 mil pessoas. No último sábado, Rodríguez liderou a cerimônia de acendimento das luzes natalinas no Paseo Los Próceres, em Caracas, marcando a abertura oficial das festividades.
Durante o evento, a presidente interina declarou que o Natal representa uma oportunidade para o reencontro, a solidariedade e a cicatrização das feridas provocadas pelos momentos difíceis enfrentados pelos venezuelanos ao longo do ano. Além da celebração na capital, o canal estatal Venezolana de Televisión (VTV) realizou transmissões de atos semelhantes de início das comemorações natalinas em diferentes regiões, incluindo Trujillo, Zulia, Aragua e La Guaira, apontado pelo jornal El Nacional como o estado mais atingido pelo duplo terremoto de magnitudes 7,2 e 7,5.
Delcy Rodríguez pontuou durante as transmissões que o ano de 2026 foi marcado por momentos dolorosos para a Venezuela, mas destacou a chegada do dia 1º de novembro com a iluminação natalina em todo o território nacional. Nos dois anos anteriores, o próprio Nicolás Maduro havia comandado a cerimônia com um mês de antecedência, em 1º de outubro, utilizando a data como forma de desafio contra as sanções econômicas impostas pelos Estados Unidos. Em 2025, o adiantamento das festividades ocorreu em meio ao desdobramento militar americano no Caribe.
No entanto, Maduro foi capturado em 3 de janeiro por tropas dos Estados Unidos após operações militares em Caracas e arredores, forçando o país sul-americano a renegociar acordos, incluindo concessões sobre o controle do petróleo. No início de outubro, a Justiça americana formalizou acusações contra Maduro e sua esposa, Cilia Flores, por conspiração para cometer tortura contra opositores, militares e três cidadãos dos EUA. As denúncias se somam a processos anteriores por conspiração para importação de cocaína e posse de armamentos pesados, crimes que podem resultar em prisão perpétua caso sejam condenados.
Fonte: InfoMoney.
Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.


