Pular para o conteúdo
Economia · Mundo

Voos de baixo custo na Europa devem encarecer com alta do petróleo devido à guerra no Irã

CEO da Ryanair alerta que tarifas aéreas no continente europeu podem subir entre 10% e 20% no próximo ano

Por Redação

Fonte: InfoMoney

3 min de leitura

Foto: Reproducao / InfoMoney
Foto: Reproducao / InfoMoney

Leitura em voz alta com a voz do seu aparelho, em português do Brasil.

Americanos que planejam viajar para a Europa no próximo verão devem se preparar para gastar mais, já que a guerra no Irã eleva os preços dos combustíveis e o CEO da maior companhia aérea de baixo custo do mundo alerta que os bilhetes de curta distância no continente podem encarecer em breve. Segundo o portal InfoMoney, Michael O’Leary, CEO da Ryanair, afirmou à emissora CNBC após a teleconferência de resultados da empresa que espera que as tarifas aéreas europeias subam 10% e, potencialmente, até 20% no próximo ano, o que pode impactar turistas dos Estados Unidos que esperam visitar diversos destinos europeus sem gastar excessivamente.

Os dados mostram que os americanos realizaram quase 24 milhões de viagens à Europa em 2025, registrando um aumento de 5% em relação ao período anterior. O verão representa uma das épocas turísticas mais movimentadas na região e, neste ano, a rede de aviação europeia registrou uma média de 35.959 voos diários entre os meses de junho e agosto, o que representou um acréscimo de 2,4% comparado ao ano passado, conforme dados da Organização Europeia para a Segurança da Navegação Aérea. Contudo, a guerra no Irã, atualmente em seu nono mês, afetou as cadeias de suprimentos globais e resultou no fechamento efetivo do Estreito de Ormuz, por onde transitavam cerca de 20% de todo o petróleo mundial antes do conflito.

Essa situação provocou a alta nos preços do petróleo e do querosene de aviação, encarecendo a operação das companhias aéreas, setor em que o combustível representa o segundo maior custo, ficando atrás apenas da mão de obra. A Ryanair, reconhecida como a maior companhia aérea da Europa em volume de tráfego de passageiros, ilustra o cenário que os viajantes poderão enfrentar no próximo ano. A empresa tem conseguido se proteger parcialmente das oscilações por meio do chamado hedge de combustível, estratégia que fixa preços antecipadamente para evitar a volatilidade do mercado.

O’Leary explicou que a Ryanair garantiu o preço de US$ 67 por barril para 80% de suas demandas de combustível até março de 2027, o que tem mantido os custos controlados temporariamente. Por outro lado, apenas 25% das necessidades para o próximo ano fiscal estão protegidas a um valor aproximado de US$ 95 por barril, deixando o restante suscetível aos patamares mais altos do mercado. O petróleo Brent era negociado em torno de US$ 110 por barril na segunda-feira, marcando uma alta de 70% na comparação anual.

A Ryanair divulgou em seus resultados do segundo trimestre fiscal que a conta anual de combustível sofrerá um acréscimo de cerca de 2 bilhões de euros no próximo ano, o equivalente a cerca de R$ 12,3 bilhões, referentes ao ano fiscal que encerra em março de 2028. O dirigente pontuou que as passagens precisariam subir 20%, ou cerca de 10 euros por passageiro, para absorver todo o impacto, embora o reajuste possa não cobrir totalmente a despesa extra. Para suprir essa diferença, a companhia informou que analisa cortes de despesas, incluindo o congelamento temporário de salários para acordos trabalhistas que expiram em abril e índices menores de tripulação.


Fonte: InfoMoney.

Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

Leia também