Governo Federal articula ajuste fiscal para conter gastos e reduzir taxa Selic no Brasil
Equipe econômica busca superávit de 0,25% do PIB em 2026 com foco em revisão de benefícios e corte de privilégios no orçamento
Por Redação
Fonte: Metrópoles Brasil
Leitura em voz alta com a voz do seu aparelho, em português do Brasil.
A manutenção da taxa básica de juros, a Selic, em 13,75% ao ano, definida pelo Comitê de Política Monetária (Copom) na última quarta-feira (4/11), intensificou a pressão sobre o governo federal para a implementação de um ajuste fiscal mais rigoroso. Segundo o portal Metrópoles, a equipe econômica trabalha em soluções para apresentar ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), visando o controle dos gastos públicos e a criação de condições para a redução dos juros no país.
As discussões sobre o Orçamento ganharam força logo após o segundo turno das eleições, em 26 de outubro, com reuniões entre o ministro da Fazenda, Dario Durigan, e o titular do Planejamento, Bruno Moretti. O governo busca reverter o cenário de déficit primário registrado no acumulado de 2025, que atingiu R$ 13 bilhões, ou 0,1% do Produto Interno Bruto (PIB), embora a meta fiscal do período tenha sido cumprida. Para 2026, a meta estabelecida é de um superávit fiscal de 0,25% do PIB, o que representa aproximadamente R$ 35 bilhões.
Em declarações recentes, o ministro Dario Durigan enfatizou a necessidade de medidas estruturais para garantir a sustentabilidade econômica. "Nós precisamos adotar as medidas necessárias, as condições para que, de maneira sustentável e estrutural, a taxa de juros diminua no Brasil", afirmou. A estratégia defendida pela pasta prioriza o corte de privilégios e a revisão de benefícios fiscais, buscando ajustes graduais que permitam ao orçamento alcançar o superávit desejado.
Para alinhar as propostas, o presidente Lula convocou uma reunião ministerial nesta quinta-feira, contando com a presença do vice-presidente Geraldo Alckmin, dos ministros Bruno Moretti (Planejamento e Orçamento) e Miriam Belchior (Casa Civil), além do ex-ministro da Fazenda, Fernando Haddad. A expectativa é que os detalhes finais do plano de ajuste sejam divulgados apenas após o retorno de Lula da Conferência das Partes (COP31), evento sobre emergência climática que ocorrerá entre os dias 9 e 20 de novembro de 2026, na cidade de Antália, na Turquia.
Fonte: Metrópoles Brasil.
Fonte: Metrópoles Brasil . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.


