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Política · Brasil

Partido Liberal oficializa candidatura de Rogério Marinho à presidência do Senado em Brasília

Marinho concorre ao cargo que será eleito em 1º de fevereiro, enfrentando Davi Alcolumbre e Tereza Cristina, enquanto o PL busca alianças estratégicas

Por Redação

Fonte: Metrópoles Brasil

3 min de leitura

Foto: Reproducao / Metrópoles Brasil
Foto: Reproducao / Metrópoles Brasil

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O Partido Liberal (PL) oficializou nesta quarta‑feira, 4 de novembro, a candidatura do senador Rogério Marinho à presidência do Senado Federal, após reunião na sede do partido em Brasília. A decisão foi tomada para disputar a eleição que ocorrerá em 1º de fevereiro, quando os senadores escolherão o novo presidente da Casa.

O anúncio foi feito em evento interno, onde Marinho, líder da oposição no Senado, recebeu apoio da família Bolsonaro e destacou a necessidade de representar a direita no Legislativo. Segundo o portal Metrópoles, o senador também afirmou que, “oportunamente”, estará ao lado da senadora Tereza Cristina, candidata da oposição.

Além de Marinho, a corrida inclui o senador Davi Alcolumbre (União‑AP), que busca a reeleição, e a senadora Tereza Cristina (PP‑MS), que também disputa o apoio da bancada oposicionista. Alcolumbre tem se posicionado como candidato único, enquanto Tereza Cristina tenta consolidar votos de partidos que ainda não definiram apoio.

Nos bastidores, partidos da oposição tentam costurar uma candidatura única que una Marinho e Tereza Cristina, evitando a divisão de votos que poderia favorecer Alcolumbre. A estratégia visa reunir forças em torno de um único nome, mas ainda não há consenso entre as legendas.

Para ser eleito presidente do Senado, são necessários, no mínimo, 41 votos. O PL terá 29 senadores em 2027, o que significa que Marinho precisará conquistar o apoio de pelo menos 12 parlamentares adicionais. O partido tem apostado em “dissidentes políticos”, inclusive dentro do União Brasil, para ampliar sua base de apoio.

Alcolumbre, por sua vez, já recebeu apoio formal de importantes legendas, como MDB, PSD, PT, União Brasil e PP. Essas sinalizações aumentam as chances do senador amapaense, que também conta com possíveis votos da bancada do PL, já que alguns de seus membros ainda não definiram preferência.

Cenário da Câmara dos Deputados e posicionamento interno do PL

Paralelamente, a disputa pela presidência da Câmara dos Deputados também se aproxima, com votação marcada para 1º de fevereiro. O deputado Hugo Motta (Republicanos‑PB), atual presidente da Casa, lidera a articulação pela reeleição, contando com apoio de 15 partidos e 361 deputados, incluindo o PT e outras legendas da base de Lula.

O PL, que terá a maior bancada na Câmara em 2027, com 121 deputados, ainda não definiu sua posição sobre a eleição da Mesa Diretora. Uma ala do partido defende apoiar Motta para garantir espaço em comissões, enquanto outra prefere lançar candidatura própria. Uma decisão interna está prevista para a reunião marcada para 11 de novembro.

Durante a reunião de hoje, Marinho reiterou que, se eleito presidente do Senado, dará prioridade a pautas consideradas “caras para o bolsonarismo”. Entre os temas citados estão o impeachment de ministros do Supremo Tribunal Federal e a concessão de anistia a condenados pelo 8 de janeiro. O senador afirmou que sua gestão será “a salvaguarda da Constituição”.

Marinho também recordou sua última tentativa de comandar o Legislativo, em 2023, quando perdeu para o deputado Rodrigo Pacheco (PSB‑MG). Na ocasião, criticou a perda de espaços em comissões por parte do PL, chamando os responsáveis de “déspotas”. Prometeu, caso eleito, respeitar a proporcionalidade e garantir espaços para todos os partidos.

Por fim, o senador acusou Alcolumbre de oferecer vantagens para cooptar votos, alegando que o atual presidente utiliza “verbas, vantagens e atalhos” para garantir apoio. Marinho negou que tais práticas façam parte de sua campanha, reforçando o compromisso de agir dentro dos limites constitucionais.


Fonte: Metrópoles Brasil.

Fonte: Metrópoles Brasil . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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