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Economia · Brasil

XP Investimentos adota postura defensiva nas carteiras de alocação de novembro e aumenta peso dos pós-fixados

A XP eleva a participação dos ativos pós-fixados para até 71,5% e recomenda overweight em ações internacionais, citando incertezas fiscais como principal risco

Por Redação

Fonte: InfoMoney

3 min de leitura

Foto: Reproducao / InfoMoney
Foto: Reproducao / InfoMoney

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Na quarta‑feira (4) a XP Investimentos divulgou as carteiras de alocação de novembro, adotando uma postura mais defensiva ao elevar o peso dos ativos pós‑fixados, reduzir a exposição a prefixados e à Bolsa brasileira e ampliar a participação em ações internacionais. A mudança reflete a incerteza sobre a execução do ajuste fiscal e seu impacto nos prêmios de risco do país, segundo o portal InfoMoney.

A maior alteração ocorre na carteira moderada, onde os pós‑fixados ganham 9,5 pontos percentuais, passando a representar 35,5% do portfólio. Na conservadora, a fatia sobe 8,5 pontos, atingindo 71,5%, e na sofisticada, 7 pontos, totalizando 17% em caixa. Simultaneamente, a XP corta posições em prefixados e reduz a alocação em renda variável brasileira.

Principais mudanças nas carteiras

Artur Wichmann, CIO da XP, aponta a combinação de dívida pública elevada, déficits persistentes e orçamento engessado como o principal fator de risco a ser monitorado pelos mercados. “No caso brasileiro, a principal preocupação continua sendo a questão fiscal”, escreveu o executivo, reforçando a necessidade de ajustes na estratégia de investimento.

Wichmann ressalta que o setor externo ainda funciona como âncora para o real, mas que a atividade econômica mostra sinais de desaceleração, com famílias e empresas mais alavancadas em um ambiente de juros ainda restritivos. Para ele, “esperança, por si só, não é uma estratégia de investimento”.

A revisão de alocação ocorre depois que a equipe de estratégia da XP reduziu a probabilidade de um ajuste fiscal no próximo governo. Com juros elevados por mais tempo, os pós‑fixados oferecem carrego atrativo e alta liquidez, permitindo realocar recursos rapidamente caso a volatilidade abra novas oportunidades.

No crédito privado, a recomendação passa a privilegiar emissores de maior qualidade, já que os juros altos elevam o custo financeiro das empresas. Já nos prefixados, a visão torna‑se mais cautelosa e seletiva, com preferência por vencimentos curtos e duration média de dois anos.

A XP observa que a desaceleração da atividade poderia favorecer juros menores, mas que esse caminho ficou menos óbvio diante das incertezas fiscais e das pressões inflacionárias. “As posições mais longas devem permanecer reduzidas e ser tratadas de forma tática, pois continuam sujeitas a uma relação menos previsível entre política monetária, inflação e risco fiscal”, afirma.

Os títulos atrelados à inflação mantêm o peso nas três carteiras. A corretora prefere o carrego das taxas reais já contratadas a uma aposta em queda expressiva da curva, focando em vencimentos curtos e intermediários, enquanto a parte longa permanece mais exposta à volatilidade.

Na renda variável brasileira, o peso cai 3,5 pontos na moderada, para 5%, e 5 pontos na sofisticada, para 15%; a carteira conservadora continua sem exposição. Na véspera da divulgação, a equipe de estratégia rebaixou a recomendação para a Bolsa brasileira de “positiva” para “neutra”.

Parte dos recursos retirados da bolsa local será direcionada a ações internacionais, classe em que a XP passa a recomendar overweight (equivalente a compra), com preferência pelo mercado americano e por temas ligados à tecnologia e à inteligência artificial (IA). A corretora reconhece que o mercado entrou em fase mais exigente em valuations e lucros, mas vê correções eventuais como pontos de entrada em empresas de qualidade.

Entre as demais classes, a XP mantém visão neutra para multimercados, apesar do corte de 2 pontos na carteira moderada, e segue seletiva em fundos listados, privilegiando fundos imobiliários de papel, que combinam carrego e menor volatilidade que o IFIX e os segmentos de tijolo.

Na carteira de alocação global, em dólar, a XP manteve a composição de outubro: 51% em renda fixa, 45% em renda variável e 4% em caixa. A única mudança foi o alongamento da duration recomendada na renda fixa para três anos, diante de yields mais atrativos após a recente abertura das curvas.

Por fim, a corretora reforça a recomendação de que ao menos 15% do patrimônio financeiro esteja em um portfólio global dolarizado, como complemento à carteira em reais, para diversificar o investimento entre moedas e jurisdições.


Fonte: InfoMoney.

Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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