Movimento Brasil Laico pede ingresso em ação no STF contra lei de banheiros em Campo Grande
Entidade contesta norma municipal que restringe uso de sanitários ao sexo biológico, enquanto autor da lei defende a medida como garantia de segurança.
Por Redação
Fonte: TOP Mídia News
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O Movimento Brasil Laico protocolou, na última terça-feira (3), um pedido formal para ingressar como parte interessada na ação que tramita no Supremo Tribunal Federal (STF) contra a legislação municipal que regulamenta o uso de banheiros em Campo Grande. A norma, conhecida popularmente como Lei Pró-Mulher, é objeto da Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF) 1346, movida originalmente pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra).
A referida legislação, identificada como Lei Municipal nº 7.615/2026, estabelece critérios rígidos para o acesso aos sanitários, determinando que a utilização deve ser feita estritamente de acordo com o sexo biológico dos usuários. Segundo o portal Top Mídia News, o Movimento Brasil Laico sustenta em sua petição que a lei possui fundamentação baseada em concepções morais e religiosas, configurando, na visão da entidade, uma forma de exclusão social. O grupo busca integrar o processo para apresentar argumentos contrários à validade constitucional da norma.
Por outro lado, o vereador André Salineiro (PL), autor do projeto, contesta veementemente a interpretação da entidade. Ele defende que o objetivo central da legislação é assegurar a privacidade e a integridade física das mulheres, negando qualquer motivação religiosa. "Não aceito que a segurança das mulheres seja tratada como preconceito. Nosso dever é ouvir essas mulheres e garantir que seus direitos sejam respeitados", afirmou o parlamentar, reforçando que a medida foi aprovada democraticamente pelo Legislativo municipal.
Salineiro também criticou a tentativa de interferência externa nas decisões dos Poderes locais. "Eles têm que aceitar a lei mesmo quando não gostam, porque foi o que a maioria decidiu e isso se chama democracia", declarou. O vereador utilizou como exemplo um caso relatado em uma unidade da Faculdade Estácio, onde uma estudante teria evitado o uso do banheiro feminino por receio após a sinalização de acesso livre a pessoas trans e não binárias.
Para o autor da lei, o episódio ilustra a necessidade da norma para garantir o conforto e a segurança das usuárias. O processo, que agora conta com o pedido de intervenção do Movimento Brasil Laico, segue em análise no STF para definir se a restrição imposta pela lei municipal está em conformidade com a Constituição Federal.
Fonte: TOP Mídia News.
Fonte: TOP Mídia News . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.


