Megadoadores injetam US$ 2 bi nas eleições de meio de mandato nos EUA
Ranking do The New York Times revela os 20 maiores doadores do ciclo eleitoral mais caro da história
Por Redação
Fonte: InfoMoney
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A reta final das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos foi marcada por um fluxo recorde de doações, com os 20 maiores doadores injetando cerca de US$ 2 bilhões em disputas federais, segundo análise do The New York Times. O ciclo eleitoral, considerado o mais caro da história, teve 15% de seu gasto total em anúncios financiado por esses megadoadores, de acordo com a AdImpact.
Entre os destaques está Elon Musk, o homem mais rico do mundo, que destinou US$ 445,6 milhões a causas republicanas, principalmente para apoiar Ken Paxton ao Senado no Texas. Musk também contribuiu para comitês de ação política como o America PAC (US$ 216 milhões), o Senate Leadership Fund (US$ 168 milhões) e o Congressional Leadership Fund (US$ 30 milhões).
Outro casal de destaque é Richard e Elizabeth Uihlein, que doaram US$ 150 milhões, com foco em Wisconsin e Illinois. Seus recursos foram direcionados a grupos como o Restoration of America PAC (US$ 136,7 milhões) e o Fair Courts America (US$ 4 milhões).
O setor de tecnologia também teve papel central. Marc Andreessen e Ben Horowitz, fundadores da Andreessen Horowitz, doaram US$ 116,4 milhões, com foco em regulamentações de criptomoedas e inteligência artificial. Parte dos recursos foi para os super PACs Leading the Future (US$ 50 milhões) e Fairshake (US$ 46,8 milhões).
Do lado democrata, George e Alexander Soros mantêm-se como os maiores doadores, com US$ 103,4 milhões. Seus recursos foram para o Democracy PAC (US$ 102 milhões) e o Democratic Senatorial Campaign Committee (US$ 0,5 milhão).
Michael Bloomberg, outra figura bilionária, doou US$ 84,8 milhões, com foco em candidatos democratas à Câmara. Parte de seus recursos foi para o Everytown Victory Fund (US$ 24 milhões) e o House Majority PAC (US$ 16 milhões).
As empresas de criptomoedas também ganharam protagonismo. A Ripple Labs e seu cofundador Chris Larsen doaram US$ 73,1 milhões, enquanto a Coinbase contribuiu com US$ 55,3 milhões. Ambos os grupos buscaram influenciar políticas de regulamentação do setor.
Miriam Adelson, viúva do magnata Sheldon Adelson, doou US$ 67,6 milhões, mantendo o legado do marido em apoio a causas republicanas e pró-Israel. Seus recursos foram para o Senate Leadership Fund (US$ 30 milhões) e o MAGA Inc. (US$ 25 milhões).
Outros nomes de peso incluem Paul Singer (US$ 53,6 milhões), os irmãos Winklevoss (US$ 53,2 milhões) e Greg e Anna Brockman (US$ 50 milhões), todos com foco em causas republicanas e interesses específicos como IA e criptomoedas.
Segundo o portal InfoMoney, o ciclo eleitoral reflete a crescente influência de bilionários e empresas em disputas políticas, com implicações significativas para políticas públicas e regulamentações setoriais.
Fonte: InfoMoney.
Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.


