Lula critica envio de jovens para guerras e destaca papel da educação no Brasil
Presidente visitou a sede do Inep neste domingo para acompanhar a logística de aplicação do Exame Nacional do Ensino Médio.
Por Redação
Fonte: InfoMoney
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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou, neste domingo, os países que enviam seus jovens para combater em conflitos armados e destacou que a prioridade do Brasil é investir na educação. A declaração foi feita na sala de monitoramento do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), autarquia do Ministério da Educação responsável pela aplicação do Enem, onde técnicos acompanhavam os processos logísticos em todo o país, segundo o portal InfoMoney.
“Eu fico imaginando as pessoas que vão pras guerras, levam milhares de jovens pra morrer. Ou seja, colocam o jovem num navio, num avião, num trem e falam: vai lutar. E não dão certeza de que esse jovem vai voltar vivo. Nós, aqui, estamos fazendo uma guerra contra o retrocesso. Estamos fazendo uma guerra pela educação. Uma guerra que significa paz”, afirmou o presidente durante a visita.
A chegada do chefe do Executivo ocorreu por volta das 10h40, cerca de vinte minutos antes do horário previsto inicialmente, que era às 11h. Na ocasião, ele acompanhou a distribuição das avaliações para 1.900 municípios brasileiros. O evento contou com a presença do ministro da Educação, Leonardo Barchini, e do presidente do Inep, Manuel Palacios. A edição atual do exame possui cinco milhões de pessoas inscritas, registrando um aumento de 5% em relação ao ano anterior, e será aplicada nos dias 8 e 15 de novembro.
Durante a agenda, Lula justificou que faria um discurso breve para preservar a voz, afetada por uma rouquidão persistente. “Eu saí de casa com a recomendação da Janja pra falar o menos possível pra ver se eu saro dessa rouquidão que já tá durando uns 15 dias. Eu nunca fiquei rouco tanto tempo”, declarou. Por meio de videochamada, ele conversou com estudantes que participarão do exame, aconselhando-os a manterem a tranquilidade e reafirmando que o ensino superior continua valendo a pena. O ministro Leonardo Barchini também conversou com a imprensa e garantiu que o órgão mapeou todos os riscos climáticos, esperando uma aplicação sem percalços.


