Ibovespa fecha em queda de 1,42% e dólar atinge R$5,48, maior valor do ano em 3/11
O índice B3 recua enquanto o dólar sobe 0,79% ao alcançar R$5,51 intradiário; Focus eleva projeções de inflação e juros para 2026
Por Redação
Fonte: Metrópoles Brasil
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O Ibovespa, principal índice da Bolsa brasileira (B3), fechou em queda de 1,42% nesta terça-feira (3/11), aos 165.528,92 pontos, refletindo a incerteza sobre a política econômica do próximo mandato do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). O dólar comercial subiu 0,79% e encerrou o pregão a R$ 5,48, o maior valor de fechamento do ano, tendo chegado a R$ 5,51 antes de recuar para R$ 5,46.
Segundo o portal Metrópoles, a pressão sobre os ativos brasileiros aumentou após a repercussão de uma suposta reunião entre Lula e o economista André Lara Resende, que teria discutido mudanças nas políticas fiscal e monetária, inclusive a redução gradual da taxa Selic. O ministro da Fazenda, Dario Durigan, negou que haja reunião agendada ou que o governo esteja avaliando a proposta, apontando deficiências na ideia e afirmando que as discussões com o presidente focam em um ajuste fiscal gradual.
Fatores que influenciaram o mercado
Investidores também aguardam definições sobre a equipe econômica do próximo mandato e medidas para as contas públicas. O Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central, elevou as projeções para inflação, juros e dólar em 2026, ao mesmo tempo em que reduziu a estimativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB). No cenário externo, as eleições de meio de mandato nos Estados Unidos movimentam os mercados, podendo alterar a composição do Congresso e influenciar a agenda do presidente Donald Trump.
As oscilações do petróleo também pesaram sobre os negócios. A commodity registrou perdas ao longo do pregão, em meio a incertezas geopolíticas e às perspectivas de oferta global. A reunião do Comitê de Política Monetária (Copom), iniciada nesta terça-feira, tem decisão prevista para quarta (4/11), quando o colegiado definirá o novo patamar da Selic, atualmente em 13,75% ao ano. A expectativa predominante é de manutenção dos juros, com contratos de opções de Copom indicando 63,1% de probabilidade de a taxa permanecer no nível atual.
As ações da Petrobras foram um dos principais fatores de pressão sobre o Ibovespa. Os papéis acompanharam a desvalorização do petróleo no mercado internacional, após a queda expressiva da commodity na segunda-feira (2/11), durante o feriado da Bolsa brasileira. O recuo dos preços esteve ligado a expectativas de avanço nas negociações entre Estados Unidos e Irã, com perspectiva de redução das tensões no Oriente Médio e maior oferta de petróleo. As ações preferenciais da estatal (PETR4) caíram 6,15%, enquanto as ordinárias (PETR3) recuaram 5,95%.
Durante o pregão, o Ibovespa oscilou entre a máxima de 168.005,45 pontos e a mínima de 164.446,53 pontos, com volume financeiro negociado somando R$ 29,4 bilhões.
Fonte: Metrópoles Brasil.
Fonte: Metrópoles Brasil . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.


