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Economia · Brasil

Cenário econômico incerto pressiona varejo de moda no Brasil no 3º trimestre de 2026

Empresas como C&A, Renner e Azzas enfrentam desafios de receita, margem e investimentos.

Por Redação

Fonte: InfoMoney

2 min de leitura

Foto: Reproducao / InfoMoney
Foto: Reproducao / InfoMoney

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O cenário para o varejo de moda no Brasil no terceiro trimestre de 2026 é desafiador, com pressões sobre o consumo e incerteza macroeconômica que podem estender o clima de cautela para 2027. De acordo com analistas da XP Investimentos, os orçamentos domésticos mais apertados continuam pressionando o consumo, com uma deterioração dos gastos discricionários. Cerca de 53% das empresas do setor de vestuário sob sua cobertura deverão apresentar contração da margem bruta. Para o Itaú BBA, o trimestre será difícil, com poucos pontos positivos, e os investidores já esperam resultados mais fracos, especialmente em receita líquida, com riscos de revisões negativas para o próximo trimestre e para 2027.

Desafios Macro e Impacto nas Empresas

O cenário macroeconômico acrescenta incerteza para os resultados de 2027. Sem segurança sobre a inflação ou os rumos da taxa de juros, alguns economistas já estão reduzindo as projeções de PIB para 2027, aumentando a aversão ao risco. Para o Goldman Sachs, o destaque da C&A (CEAB3) é a desaceleração da receita líquida em relação ao segundo trimestre. A própria administração explicou que a desaceleração foi intensificada pelas reformas realizadas em 18 lojas durante o trimestre, cerca de 5% da base total de 341 lojas. Historicamente, as lojas registram uma perda de 10% a 15% nas vendas durante o período de reforma, com impacto negativo estimado de 50 a 100 pontos-base no crescimento anual de vendas. A estimativa do banco é de que a companhia reporte uma alta de 1,5% na receita líquida, mantendo em torno de R$ 1,8 bilhão, com lucro líquido de R$ 45,5 milhões.

Para a Lojas Renner (LREN3), o Itaú BBA espera que seja a única varejista de vestuário do setor a apresentar vendas nas mesmas lojas (SSS) negativo, com queda prevista de 0,5% na comparação anual. Isso aumenta o risco de a companhia não conseguir atingir sua projeção revisada de crescimento da receita do varejo, com expectativa de revisões negativas após a divulgação dos resultados. Para a Azzas (AZZA3), a XP Investimentos espera mais um trimestre fraco, com contração da receita líquida menos intensa que a do segundo trimestre. A disciplina na gestão de vendas para canais de distribuição deve manter as receitas pressionadas, mas estoques mais ajustados e uma maior participação das novas coleções no mix de produtos deverão impulsionar a expansão da margem bruta. A XP calcula uma redução da margem de lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (Ebitda) de -16,9% ao ano, caindo de R$ 477 milhões para R$ 396 milhões. As vendas líquidas consolidadas deverão apresentar queda de quase 6% na comparação anual, representando uma melhora sequencial em relação ao segundo trimestre, quando registraram retração de 8% ao ano.


Fonte: InfoMoney.

Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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