Do que é feito um celular? Conheça os minerais presentes nos smartphones
Entenda a complexa cadeia de suprimentos por trás da tecnologia cotidiana, desde a mineração até a reciclagem
Por Redação
Fonte: InfoMoney
Leitura em voz alta com a voz do seu aparelho, em português do Brasil.
Um smartphone é composto por uma variedade de materiais, incluindo vidro, metais, semicondutores e compostos químicos, que permitem funções como armazenamento de energia, processamento de informações e reconhecimento de toque. Entre os minerais essenciais estão lítio, cobre, estanho, tântalo, silício e elementos de terras raras, como neodímio e praseodímio. A composição varia conforme o fabricante, a tecnologia e a geração do aparelho, mas todos dependem de uma complexa cadeia global de mineração, refino e reciclagem.
O lítio, por exemplo, é fundamental para as baterias recarregáveis, enquanto o cobre é usado para conduzir eletricidade. O silício serve como base para semicondutores, e elementos de terras raras são empregados em ímãs permanentes de componentes compactos. O tântalo, por sua vez, é utilizado em capacitores de equipamentos eletrônicos. Essas aplicações são documentadas por entidades como o Serviço Geológico dos Estados Unidos (USGS) e por fabricantes, como a Apple, que divulgam informações sobre os materiais de seus produtos.
A tela de um smartphone também é composta por diversos materiais. O vidro de cobertura, como o Gorilla Glass, é feito de aluminosilicato, combinando transparência e resistência. A camada sensível ao toque utiliza óxido de índio e estanho (ITO), que funciona como condutor transparente. A tecnologia de exibição varia entre telas LCD e OLED, cada uma com sua arquitetura e composição específicas.
As baterias de íons de lítio, presentes em smartphones e outros dispositivos portáteis, dependem do movimento de íons entre eletrodos para armazenar e liberar energia. Além do lítio, o material catódico pode conter níquel, cobalto, manganês, ferro ou fósforo, influenciando características como densidade energética e vida útil. O Brasil participa dessa cadeia com a produção de lítio, especialmente no Vale do Jequitinhonha (MG), onde as reservas são estimadas em 642,5 mil toneladas, segundo a Agência Nacional de Mineração (ANM).
A relação do Brasil com essa indústria vai além da produção de matérias-primas, como nióbio e lítio, e inclui o desafio de ampliar o processamento industrial e a reciclagem de aparelhos descartados. Entender a composição de um celular ajuda a explicar a importância estratégica de certos minerais e a relevância econômica da reciclagem de eletrônicos e da economia circular.
Fonte: InfoMoney.
Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.


