Pular para o conteúdo
Educação · Brasil

Professores da UnB discutem desafios da inteligência artificial no ensino superior

Docentes da Universidade de Brasília refletem sobre o uso da IA em sala de aula, destacando riscos e oportunidades

Por Redação

Fonte: Campo Grande News

2 min de leitura

Foto: Reprodução / Campo Grande News
Foto: Reprodução / Campo Grande News

Leitura em voz alta com a voz do seu aparelho, em português do Brasil.

A inteligência artificial generativa, disponibilizada ao público no final de 2022 com o advento do ChatGPT, tornou-se uma presença constante na educação, inclusive na Universidade de Brasília (UnB). A tecnologia permite que estudantes produzam textos, imagens, vídeos, códigos e simulações com comandos em linguagem natural, eliminando barreiras técnicas que antes exigiam anos de especialização.

Na UnB, professores como Eduardo Bessa e Bernhard Georg Enders Neto já integram a IA em suas disciplinas. Bessa estimula os alunos a adequarem uma aula genérica às peculiaridades de uma turma fictícia usando IA, enquanto Bernhard orienta a programação de simuladores de experimentos de física e modelos do sistema solar. Os resultados são surpreendentes, mas a facilidade de uso não elimina riscos como plágio oculto, desatenção crítica e desigualdade de acesso.

Um dos principais desafios é evitar que os estudantes deleguem à IA habilidades que ainda não desenvolveram, como ocorre com o uso excessivo de calculadoras. A IA tem potencial para simplificar processos já dominados, mas seu uso prematuro pode comprometer o desenvolvimento de raciocínio crítico.

Para enfrentar esses desafios, a UnB discute a regulamentação do uso da IA no ensino superior. Uma proposta é debater o tema nas primeiras semanas de aula, explicitando seu uso nos planos de ensino. Os estudantes devem declarar o uso da IA nos trabalhos, inclusive reportando os prompts utilizados, e jamais entregar como seu um conteúdo produzido pela tecnologia.

Na avaliação, sugere-se diversificar as formas de verificação, priorizando métodos resistentes à IA, como provas orais, apresentações e avaliações em papel. Acompanhar o processo de produção dos trabalhos e focar no desenvolvimento do aluno, e não apenas no produto final, também são estratégias eficazes.

Por fim, os professores enfatizam a importância de ensinar pelo exemplo, sendo éticos e transparentes sobre o uso da IA em suas próprias atividades. A inteligência artificial confere grande poder, mas esse poder deve vir acompanhado de responsabilidade, garantem os docentes.

Segundo o portal Campo Grande News, o texto é assinado pelos professores Eduardo Bessa Pereira da Silva e Bernhard Georg Enders Neto, ambos da Faculdade UnB de Planaltina, e tem como objetivo estimular o debate sobre o tema.


Fonte: Campo Grande News.

Fonte: Campo Grande News . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

Leia também