Ministério do Trabalho registra 4.305 denúncias de assédio eleitoral entre 28 e 30 de outubro
Denúncias cobrem três dias após o segundo turno; Sudeste concentra quase metade dos relatos, segundo o portal Metrópoles
Por Redação
Fonte: Metrópoles Brasil
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O Ministério do Trabalho informou neste sábado (31/10) que recebeu 4.305 denúncias de assédio eleitoral no ambiente de trabalho entre quarta‑feira (28/10) e sexta‑feira (30/10), conforme divulgado pelo portal Metrópoles. O canal específico para esses relatos foi ativado logo após o segundo turno das eleições, realizado no domingo (25/10), e o balanço apresentado cobre seus três primeiros dias de funcionamento.
O objetivo da iniciativa é identificar pressões, ameaças ou discriminações relacionadas à escolha política dos trabalhadores, garantindo a livre e secreta manifestação do voto. A pasta não especificou quando ocorreram os episódios denunciados, mas destacou que todos os casos estão sendo analisados pela Auditoria Fiscal do Trabalho, que já realizou inspeções para apurar as ocorrências.
Em termos de distribuição regional, o Sudeste concentrou quase metade dos registros, totalizando 2.087 denúncias (48,5% do total). São Paulo liderou com 1.325 relatos, seguido por Rio de Janeiro (354) e Minas Gerais (345). O Nordeste somou 784 denúncias, o Sul 757, o Centro‑Oeste 378 e o Norte 299.
Segundo o ministério, as informações coletadas e as verificações realizadas servirão de base para definir as providências cabíveis em cada caso. O governo federal, o Ministério Público do Trabalho (MPT) e o Tribunal Superior do Trabalho (TST) trabalham de forma conjunta para combater a prática.
Além do canal de denúncias, outras medidas estão em curso, como notificações a plataformas digitais – Google e Meta – sobre conteúdos que incentivem perseguição política, e orientações aos trabalhadores por meio da Carteira de Trabalho Digital. O Ministério do Trabalho também estuda criar uma lista pública de empregadores responsabilizados por assédio eleitoral.
Quem sofreu ou presenciou pressão política no trabalho pode fazer a denúncia pelos canais da pasta ou do MPT, com garantia de sigilo. O ministro do Trabalho, Luiz Marinho, reforçou que empregadores não podem ameaçar nem discriminar funcionários por suas escolhas políticas, afirmando: “O voto é livre e secreto, e nenhum empregador pode usar sua posição para interferir na decisão de seus empregados”.
Fonte: Metrópoles Brasil.
Fonte: Metrópoles Brasil . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.


