Brasil encerra presidência da COP30 com mapas para transição energética e combate ao desmatamento
País entrega propostas para acelerar ações climáticas, mas enfrenta resistência de produtores de petróleo e falta de financiamento para florestas
Por Redação
Fonte: InfoMoney
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Após anos de negociações climáticas que resultaram em compromissos ambiciosos, mas em ações limitadas, o Brasil encerra sua presidência da 30ª Conferência das Nações Unidas para Mudanças do Clima (COP30) com a entrega dos prometidos mapas do caminho para conter o desmatamento e acelerar a transição energética. O objetivo é incentivar os países a cumprirem as promessas já feitas, mesmo que cada um no seu próprio ritmo.
O presidente da COP30, André Corrêa do Lago, destacou que é hora de os ministros de Finanças, Infraestrutura e Transportes entrarem na mesa de negociação. ‘Nós não precisamos de mais negociação. O que precisamos é que os governos comecem um movimento. É preciso mudar completamente a maneira como os governos lidam com a mudança climática’, afirmou em entrevista à Reuters.
Os mapas propõem um cronograma para a transição energética, com diagnósticos até 2028, mudanças de infraestrutura até 2030 e um aumento massivo de energia renovável entre 2031 e 2033. No entanto, a maior parte da energia limpa gerada nos últimos anos tem sido usada para suprir novas demandas, e não para substituir combustíveis fósseis.
Durante a COP30 em Belém, o Brasil propôs a inclusão do mapa da transição energética nas negociações, mas países produtores de petróleo do Oriente Médio, com o apoio dos Estados Unidos, se recusaram a aceitar a proposta. ‘Não teve acordo esse ano de novo, mas minha opinião é que não precisa ser negociado de novo, porque essa negociação já aconteceu. É preciso implementar’, disse Corrêa do Lago.
O mapa para enfrentar o desmatamento também não entrou no documento final de Belém, devido à disputa sobre financiamento. O Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente (Pnuma) estima que o financiamento florestal anual precisa saltar de US$ 84,5 bilhões em 2023 para mais de US$ 300 bilhões até 2030.
Entre as alternativas para aumentar o financiamento, o mapa destaca a operacionalização do Fundo Florestas Tropicais para Sempre (TFFF), proposto pelo Brasil, além de fortalecimento de Pagamentos por Resultados (REDD+), mercados de carbono e acesso direto ao financiamento para Povos Indígenas e Comunidades Locais.
‘O financiamento público vindo de países desenvolvidos é absolutamente fundamental, mas dispomos de uma forma muito mais sofisticada e diversificada de financiar as diversas atividades que reduziriam o desmatamento’, afirmou Corrêa do Lago, enfatizando a complexidade do combate ao desmatamento.
Fonte: InfoMoney.
Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.


