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Política · Brasil

Áudio revela plano para adesivar ônibus de Salvador no 2º turno

Gravação atribuída ao presidente do Sindicato dos Rodoviários detalha ação proibida pela legislação eleitoral

Por Redação

Fonte: Metrópoles Brasil

3 min de leitura

Foto: Reproducao / Metrópoles Brasil
Foto: Reproducao / Metrópoles Brasil

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Um áudio atribuído ao presidente do Sindicato dos Rodoviários de Salvador, Fábio Primo, revela detalhes de uma articulação para adesivar ônibus da capital baiana durante o segundo turno das eleições, realizado em 25 de outubro. A gravação, divulgada na quinta-feira (29/10), mostra a divisão de tarefas entre integrantes da Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil (CTB) para a colocação de adesivos nos coletivos, prática proibida pela legislação eleitoral.

Segundo o portal Metrópoles Brasil, o áudio expõe a orientação para que os adesivos fossem colocados apenas nos ônibus que sairiam das garagens para circular. A ação ocorreu em meio à crise no transporte público de Salvador no dia da votação, quando parte da frota ficou retida e a circulação foi reduzida. Na gravação, o homem identificado como Fábio Primo convoca os membros da CTB para uma mobilização “crucial” e distribui responsabilidades entre os participantes, associando cada um a unidades operacionais específicas, como as garagens G2, G5 e G6.

Ele explica que, devido à quantidade limitada de adesivos, os participantes deveriam identificar quais ônibus deixariam os pátios naquele dia para colar o material apenas nesses veículos. A orientação era colocar um adesivo por coletivo, na parte dianteira, próximo ao lado do passageiro, sem obstruir a visão do motorista. O interlocutor também menciona que estava buscando mais material e pede que os integrantes dividam os deslocamentos para agilizar a distribuição.

Em nota, o Sindicato dos Rodoviários de Salvador repudiou tentativas de atribuir à entidade a responsabilidade pela retenção dos ônibus no dia da eleição, sem apresentação de provas. O comunicado defende que a atuação sindical deve ser compreendida como defesa dos trabalhadores e dos direitos democráticos, mas não esclarece diretamente o conteúdo do áudio nem a participação de Fábio Primo na mobilização descrita.

A divulgação da gravação ocorre após uma série de problemas na circulação dos ônibus de Salvador durante o segundo turno. Eleitores relataram dificuldades para se deslocar até os locais de votação, enquanto veículos permaneciam nas garagens. A Prefeitura de Salvador sustentou que a operação foi planejada nos mesmos moldes do primeiro turno, mas a Secretaria Municipal de Mobilidade (Semob) afirmou que a presença de propaganda eleitoral nos ônibus interferiu na operação e exigiu a remoção dos materiais.

O prefeito Bruno Reis (União Brasil) atribuiu a colocação dos adesivos a representantes sindicais e afirmou que os veículos precisaram permanecer nas garagens até que a propaganda fosse removida. Posteriormente, a gestão municipal determinou a liberação dos coletivos, mesmo daqueles que ainda estavam adesivados, para evitar novos transtornos à população.

O caso chegou à Justiça Eleitoral. No dia da votação, o presidente do Tribunal Regional Eleitoral da Bahia (TRE-BA), desembargador Maurício Kertzman Szporer, determinou o restabelecimento integral da frota e ordenou a prisão em flagrante do secretário municipal de Mobilidade, Pablo Souza. A ordem de prisão foi revogada dois dias depois, com o encerramento da votação. O TRE-BA também encaminhou o caso à Procuradoria Regional Eleitoral e à Polícia Federal para apuração de possíveis crimes eleitorais relacionados à redução da frota.


Fonte: Metrópoles Brasil.

Fonte: Metrópoles Brasil . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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