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Economia · Brasil

Taxas dos DIs avançam com preocupações sobre agenda econômica do novo governo

Mercado reage a notícias sobre possível encontro entre Lula e André Lara Rezende e a propostas de ajuste fiscal

Por Redação

Fonte: InfoMoney

2 min de leitura

Foto: Reprodução / InfoMoney
Foto: Reprodução / InfoMoney

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As taxas dos Depósitos Interfinanceiros (DIs) avançaram na manhã de terça-feira (3/11), após o feriado do Dia de Finados, refletindo preocupações do mercado com a possível agenda econômica do novo governo de Luiz Inácio Lula da Silva. Às 10h55, a taxa do DI para janeiro de 2028 estava em 14,56%, ante 14,48% no ajuste anterior. Na ponta longa da curva, o DI para janeiro de 2035 subiu para 15,52%, ante 15,332%.

As preocupações ganharam força após notícia publicada na coluna de Lauro Jardim, do jornal *O Globo*, sobre um possível encontro entre Lula e o economista André Lara Rezende, um dos criadores do Plano Real. Rezende defende uma redução gradual da Selic para 7,5% ao ano em 12 meses, com o objetivo de reduzir a dívida pública sem cortes significativos de gastos. Ele também propõe o uso de parte das reservas internacionais para estabilizar o real.

A proposta foi recebida com ceticismo pelo mercado. Economistas argumentam que as medidas poderiam ter o efeito oposto ao esperado, pressionando a inflação e colocando em risco as reservas internacionais. ‘Enquanto não houver clareza sobre a condução da economia e sobre a regra de gastos, o ajuste aparece primeiro no câmbio e nos juros longos’, afirmou Gabriel Jardim, CEO da Trade Arena, segundo o portal InfoMoney.

O mercado também está atento à decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) sobre a Selic, prevista para quarta-feira (4/11). O relatório Focus do Banco Central mostrou que os economistas ainda esperam um corte de 0,25 ponto percentual na Selic, mas elevaram a projeção para a taxa no final do ano de 13,25% para 13,50%. Já uma pesquisa da Reuters aponta para a manutenção da Selic em 13,75%, após a reação negativa dos mercados à reeleição de Lula.

No cenário internacional, os rendimentos dos Treasuries dos Estados Unidos também avançam, enquanto os investidores aguardam os resultados das eleições de meio de mandato no país.


Fonte: InfoMoney.

Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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