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Saúde · Brasil

Ministério da Saúde incorpora implantes absorvíveis e novos remédios ao SUS em todo o país

Pacientes da rede pública passam a contar com placas e parafusos para cirurgias infantis, além de medicamentos para fígado e sangue

Por Redação

Fonte: Campo Grande News

2 min de leitura

Foto: Reprodução / Campo Grande News
Foto: Reprodução / Campo Grande News

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O Ministério da Saúde incorporou ao Sistema Único de Saúde (SUS) três novos tratamentos, com prazo de até 180 dias para chegarem à rede pública, entre eles placas e parafusos que são absorvidos pelo organismo para cirurgias no crânio de bebês e crianças. Segundo o portal Campo Grande News, a medida faz parte das novas tecnologias aprovadas para o atendimento público.

As decisões foram publicadas no Diário Oficial da União (DOU) de sexta-feira (6) e estabelecem prazo de até 180 dias para que os novos recursos estejam disponíveis. Os implantes serão utilizados no tratamento da craniossinostose, condição em que uma ou mais junções entre os ossos do crânio se fecham antes do tempo. O problema pode alterar o formato da cabeça e, em situações mais graves, prejudicar o espaço necessário para o crescimento do cérebro.

Durante a cirurgia, os médicos corrigem a posição dos ossos e utilizam placas e parafusos para mantê-los no lugar. A diferença é que o novo material não precisa permanecer definitivamente no corpo. Ele é absorvido ao longo do tempo, conforme a recuperação da criança. O procedimento seguirá os critérios estabelecidos pelo Ministério da Saúde. A autorização consta da Portaria nº 69, de 4 de novembro, que determina a inclusão dos sistemas de fixação absorvíveis no atendimento público.

Outra novidade anunciada é a oferta do bezafibrato para pacientes com colangite biliar primária. A doença provoca inflamação e danos progressivos nos pequenos canais que transportam a bile dentro do fígado. Sem o controle adequado, pode comprometer o funcionamento do órgão e evoluir para cirrose. A condição atinge principalmente mulheres, sobretudo entre 40 e 70 anos. Segundo o Ministério da Saúde, a doença é dez vezes mais frequente no público feminino do que entre homens.

O bezafibrato foi avaliado como alternativa para pacientes que não apresentam resposta suficiente ao tratamento com ácido ursodesoxicólico ou não toleram esse medicamento. A portaria que autorizou sua incorporação não detalha quais serão os critérios exatos de acesso na rede pública.

O terceiro tratamento aprovado é a iptacopana, destinada a adultos com hemoglobinúria paroxística noturna, doença rara que provoca a destruição dos glóbulos vermelhos, responsáveis pelo transporte de oxigênio no sangue. O problema pode causar anemia, cansaço intenso e outras complicações para os pacientes afetados.

Nesse caso, o medicamento não será oferecido a todos os pacientes. A autorização contempla adultos que já utilizaram remédios conhecidos como inibidores de C5 e continuam com hemoglobina abaixo de 10 gramas por decilitro de sangue, sinal de anemia persistente. A iptacopana pode ser administrada por via oral, duas vezes ao dia, na própria casa do paciente.

O Ministério da Saúde estima que aproximadamente 600 pessoas recebam tratamento pelo SUS para essa doença específica do sangue em todo o território nacional.

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