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Justiça · Mundo

Snap fecha acordo com adolescentes em processo sobre transtornos e depressão nos EUA

Empresa controladora do Snapchat encerra litígio em tribunal de Los Angeles sobre o vício em redes sociais

Por Redação

Fonte: InfoMoney

3 min de leitura

Foto: Reproducao / InfoMoney
Foto: Reproducao / InfoMoney

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A Snap Inc., controladora do Snapchat, chegou a um acordo durante um julgamento sobre ações movidas por dois adolescentes que alegam que a empresa projetou a plataforma para causar dependência, levando-os à depressão, ansiedade e distúrbios alimentares, conforme informaram os advogados dos autores nesta segunda-feira (2), segundo o portal InfoMoney. A seleção do júri teve início na semana passada para o julgamento, sendo este o segundo em um tribunal estadual de Los Angeles sobre ações movidas por jovens que afirmam ter se tornado viciados em redes sociais após a Snap, a Meta, o TikTok e o YouTube, da Alphabet, projetarem suas plataformas para incentivar o uso compulsivo.

Os autores da ação já haviam chegado a acordos anteriores com a Meta, o TikTok e o YouTube, enquanto um porta-voz da Snap não respondeu imediatamente a um pedido de comentário feito pela reportagem. Em um comunicado oficial, os advogados John Morgan e Emily Jeffcott, que representam K.D.B. no julgamento, destacaram que o objetivo final é responsabilizar essas empresas pelo impacto causado a milhões de crianças em todo o país, ressaltando que tais acordos permitem continuar avançando nessa direção.

O julgamento estava previsto para ser o primeiro da Snap no amplo litígio sobre o impacto das redes sociais nos adolescentes, após a empresa já ter chegado a acordos nos outros casos agendados para julgamento. A expectativa era de que o diretor executivo da empresa, Evan Spiegel, prestasse depoimento durante o processo judicial.

As autoras identificadas como S.J., uma menina de 16 anos de Illinois, e K.D.B., uma jovem de 18 anos do Mississippi, relataram que começaram a usar o YouTube aos 3 anos de idade e as demais plataformas por volta dos 9 anos. Elas desenvolveram hábitos compulsivos que atribuem diretamente a recursos tecnológicos como a reprodução automática e a rolagem infinita.

Por sua vez, as empresas de tecnologia rejeitaram as alegações de que suas plataformas foram projetadas para viciar os jovens, afirmando que tomaram medidas consistentes para tornar os aplicativos espaços seguros onde os usuários possam se expressar livremente. Atualmente, essas corporações de mídia social enfrentam milhares de ações judiciais em tribunais federais e estaduais movidas por indivíduos, distritos escolares, municípios e outras entidades governamentais. Os processos alegam que as empresas buscaram conscientemente viciar crianças, contribuindo para uma crise de saúde mental juvenil envolvendo ansiedade, depressão e suicídio.

No primeiro caso a ir a julgamento, concluído em março, um júri de Los Angeles considerou que a Meta e o YouTube haviam sido negligentes, concedendo a uma jovem uma indenização no valor de US$ 6 milhões. Os dois adolescentes seguintes, cujos casos foram selecionados para julgamento, chegaram a acordos ou desistiram de suas ações contra as empresas, enquanto o primeiro distrito escolar escolhido também firmou um acordo com todas as companhias envolvidas.

Em agosto, a Meta fechou acordos que somam até US$ 18 bilhões com quase todos os Estados e territórios dos Estados Unidos para resolver ações movidas por procuradores-gerais sobre os danos causados aos adolescentes. Como parte dessas negociações, a empresa concordou em implementar mudanças no funcionamento do Instagram e do Facebook para o público jovem, condicionando US$ 5 bilhões do pagamento à condição de que os Estados chegassem a acordos semelhantes com o Snap, o TikTok e o YouTube.


Fonte: InfoMoney.

Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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