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Cultura · Brasil

Geração Z aumenta frequência ao cinema no Brasil, mas eleva uso de smartphones nas salas

Pesquisa da Fandango mostra que 87% da Geração Z foi ao cinema nos últimos 12 meses, superando Millennials, Geração X e Baby Boomers

Por Redação

Fonte: InfoMoney

3 min de leitura

Foto: Reproducao / InfoMoney
Foto: Reproducao / InfoMoney

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Os cinemas brasileiros estão percebendo um aumento na frequência da Geração Z, ao mesmo tempo em que enfrentam um crescimento nas reclamações sobre o uso de smartphones dentro das salas, conforme apontam exibidores e pesquisas recentes. A mudança de comportamento foi observada após a retomada do público pós‑pandemia, com destaque para o interesse dos jovens nas interações digitais durante as sessões.

Segundo o portal InfoMoney, a Associação Brasileira das Empresas Exibidoras Cinematográficas Operadoras de Multiplex (Abraplex) destaca que a Geração Z (nascidos entre 1997 e 2012) tem se tornado um público relevante para o circuito. “A mudança está menos na conduta dentro da sala e mais nos hábitos de consumo”, afirma Tiago Mafra, diretor‑executivo da Abraplex.

Perfil da Geração Z nos cinemas

Um levantamento divulgado em 2026 pela plataforma de venda de ingressos Fandango, com 7 mil adultos nos Estados Unidos, revelou que 87% dos integrantes da Geração Z foram ao cinema ao menos uma vez nos 12 meses anteriores. Esse percentual supera os 82% dos Millennials, 70% da Geração X e 58% dos Baby Boomers, indicando um engajamento superior da nova geração.

Além da frequência, a Geração Z demonstra maior propensão a interagir com o conteúdo exibido, seja comentando nas redes sociais ou utilizando o celular para registrar momentos da sessão. Uma usuária da rede social X (antigo Twitter) escreveu: “Vou parecer boomer, mas gostava da época em que as pessoas tinham muita cautela em não estragar a experiência de desconhecidos no cinema”.

Impacto do uso de smartphones nas salas

As queixas sobre o uso de celulares nas salas de cinema são frequentes nas redes sociais, especialmente quando o público grava ou envia mensagens durante filmes com trilhas sonoras marcantes. Angi, gerente de marketing da rede Cinépolis, relata que o número de reclamações formais não mudou drasticamente nos últimos anos, mas que elas tendem a aparecer mais em conteúdos que geram maior interação, como musicais.

Um exemplo recente foi a cinebiografia “Michael”, que atraiu o dobro do público projetado nas salas da Cinépolis em 2026. O filme levou 7,6 milhões de espectadores aos cinemas brasileiros, tornando‑se a terceira maior bilheteria do ano, mas também gerou relatos de conversas em voz alta e uso intenso de celulares.

Estrategias dos cinemas para conter distrações

Para mitigar o incômodo causado pelos dispositivos, as redes de cinema têm investido em “pré‑shows” que apresentam orientações sobre uso de celulares e saídas de emergência antes do início da sessão. “Esses conteúdos são mais assertivos, pois são exibidos quando a atenção do espectador já está capturada”, afirma Angi.

Além dos vídeos informativos, os cinemas criaram espaços temáticos nos halls para incentivar fotos e registros, como a caixa em tamanho humano da boneca Barbie instalada em diversos estabelecimentos durante a exibição do filme inspirado no brinquedo em 2023. “A pessoa quer mostrar que faz parte daquilo. Ela precisa registrar, tirar uma foto”, explica Angi.

Outra tendência observada é a diversificação da programação. Salas que antes exibiam apenas longas‑metragens passaram a receber shows de bandas de K‑pop e sessões especiais para fãs de animações japonesas. Esses eventos atraem um público fiel, vestido a caráter, que costuma assistir em pé e em alto volume, sem gerar conflitos, pois a expectativa já inclui esse tipo de experiência.

O gerente de marketing da Abraplex acrescenta que a nova geração também busca pertencer a comunidades que assistem a conteúdos virais, como adaptações de livros. “As pessoas gostam de ir ao cinema com uma certa comunidade, para assistir um conteúdo que viralizou. Às vezes as comunidades comentam o filme como se estivessem na sala de casa”, observa.


Fonte: InfoMoney.

Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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