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Assistência Social · Mato Grosso do Sul

Mãe vende pães na rua para pagar cirurgia de filha de 6 anos após ter auxílio negado em Campo Grande

Lidiane Tais de Souza Soares enfrenta problemas de saúde e comercializa pães e rifas na Coronel Antonino para custear procedimento e remédios da menina.

Por Redação

Fonte: TOP Mídia News

2 min de leitura

Foto: Reprodução / TopMidiaNews
Foto: Reprodução / TopMidiaNews

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Quem passa à tarde na Avenida Coronel Antonino, 1171, nas proximidades da loja Alvorada em Campo Grande (MS), já conhece o ponto. Ali, há cerca de dois anos, Lidiane Tais de Souza Soares, de 37 anos, montou sua base de vendas, segundo o portal Top Mídia News. Na mesa improvisada, ela oferece pães de leite, milho e doce, comprados para revenda por R$ 20 cada, com o objetivo urgente de custear a cirurgia da filha caçula, Sara, de 6 anos.

A menina convive com autismo de grau 2 e um problema intestinal severo. "O intestino da gente, as fezes descem assim, né? O dela tem uma inversão", explica a mãe. A solução para o quadro é um procedimento cirúrgico avaliado em aproximadamente R$ 5 mil, valor que Lidiane tenta alcançar há cinco meses por meio de uma rifa solidária com números a R$ 25 e prêmio de um Pix de R$ 200.

O ritmo das vendas tem sido lento, e a vendedora ainda lida com os custos dos medicamentos da filha, que usa Risperidona e uma fórmula manipulada chamada Peg. Sem conseguir concluir os trâmites médicos para retirar os remédios na Casa da Saúde, ela tira do próprio bolso o valor para manter o tratamento diário de Sara.

A rotina de vendas foi a saída encontrada por Lidiane diante de um impasse com a Previdência Social. Com 15 anos de carteira assinada, ela deixou o trabalho formal quando a filha nasceu doente e hoje enfrenta problemas próprios de saúde, lidando com espondilite e um diagnóstico de fibromialgia recebido há cinco anos. Afastada e em tratamento com Infliximabe, ela recorreu ao INSS, mas está sem receber o benefício.

"O juiz me passou, porque eu entrei com advogada. Aí quando foi agora eu fiz de novo, ele reprovou", relata a vendedora. Sem o auxílio, as tardes de segunda a sexta e os sábados inteiros de trabalho na rua tornaram-se a única forma de sustento para ela, Sara e a filha mais velha, de 16 anos.

O ponto de vendas, que começou na frente de casa e depois foi transferido para o local atual, conta com o apoio de vizinhos e clientes, que já se acostumaram com a qualidade dos pães e a resiliência da vendedora. Para quem deseja contribuir com a causa da família, a rifa segue aberta. Serviço Ação: Rifa Solidária em prol da cirurgia de Sara. Chave PIX: 033.489.091.80 (em nome de Lidiane).

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