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Política · Brasil

Mercado especula sobre novos nomes para comandar o Ministério da Fazenda após vitória de Lula

Rafael Fonteles, Dario Durigan, Bruno Moretti e Geraldo Alckmin são os principais candidatos apontados para assumir a pasta fiscal

Por Redação

Fonte: Metrópoles Brasil

4 min de leitura

Foto: Reproducao / Metrópoles Brasil
Foto: Reproducao / Metrópoles Brasil

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Menos de uma semana depois da vitória do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no domingo, 25/10, o mercado financeiro já discute quem será o próximo titular do Ministério da Fazenda, uma das pastas mais estratégicas da Esplanada dos Ministérios. A expectativa surge porque o novo governo precisa transmitir credibilidade fiscal, ajustar as contas públicas e honrar os compromissos anunciados durante a campanha.

Atualmente, a Fazenda está sob o comando do ministro Dario Durigan, que assumiu o cargo no início do ano após Fernando Haddad deixar a pasta para concorrer ao governo de São Paulo. Durigan herdou o desafio de equilibrar as contas depois da gestão de Paulo Guedes, ministro da Economia do governo anterior.

Para o governo Lula 4, a principal preocupação do mercado está relacionada ao ajuste das contas públicas, sobretudo após o conjunto de medidas fiscais apresentadas pelo presidente durante a campanha. O novo ministro terá que reforçar a confiança do mercado, realizar ajustes orçamentários e manter os compromissos assumidos por Lula.

Segundo o portal Metrópoles, alguns nomes já circulam como possíveis substitutos, e o escritor e consultor de risco Thomas Traumann chegou a classificar o cargo como “o pior emprego do mundo” em seu livro. Entre os cotados estão o governador do Piauí, Rafael Fonteles (PT); o próprio Dario Durigan; o ministro do Planejamento e Orçamento, Bruno Moretti; e o vice‑presidente da República, Geraldo Alckmin.

Rafael Fonteles – governador do Piauí

Rafael Fonteles, reeleito governador do Piauí, ganhou destaque no segundo turno da campanha presidencial ao se aproximar de Lula. Historicamente, o estado tem tradição de voto expressivo no petista, e nas eleições de 2022 o Piauí apoiou o presidente por meio de Wellington Dias, então governador, que hoje ocupa o Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome.

Formado em matemática pela Universidade Federal do Piauí (UFPI), Fonteles é um dos graduados mais premiados da instituição. Ele também já foi secretário de Fazenda e presidente do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal (Comsefaz), experiência que o torna tecnicamente preparado para o cargo.

Em entrevistas recentes, o governador afirmou que ainda não discutiu a possibilidade de assumir a Fazenda com o presidente, embora seja considerado um nome de confiança. Fonteles foi reeleito no primeiro turno com 70,90% dos votos – o maior percentual já registrado para um governador brasileiro – mas abandonar o governo estadual poderia ser arriscado, segundo analistas.

Dario Durigan – atual ministro da Fazenda

Dario Durigan é visto como figura leal a Lula e tem boa interlocução com o mercado financeiro. Ele já liderou a equipe econômica e destacou que Rafael Fonteles seria um “excelente nome” para a pasta, mas também afirmou que ainda não conversou com o presidente sobre o futuro da Fazenda.

Durante sua gestão, Durigan editou a Medida Provisória que proibiu a atuação das casas de apostas online no Brasil e participou de programas como Desenrola e Desenrola MEI, que visam facilitar o acesso ao crédito para microempreendedores.

Bruno Moretti – ministro do Planejamento e Orçamento

Bruno Moretti, atual ministro do Planejamento e Orçamento (MPO), também aparece na lista de candidatos. Economista formado pela Universidade Federal Fluminense (UFF), ele integra a carreira do MPO desde 2004 e já passou pela Casa Civil e pelo conselho da Petrobras.

Moretti tem boa relação com o Congresso Nacional e com o mercado, sendo reconhecido por seu perfil técnico. Ele foi responsável por articular a retirada do mínimo de saúde e educação do cálculo das receitas, medida que pode reduzir as despesas do governo em cerca de R$ 10 bilhões, especialmente diante da alta arrecadação com petróleo provocada pela guerra no Oriente Médio.

Geraldo Alckmin – vice‑presidente da República

O vice‑presidente Geraldo Alckmin, que atuou como ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio (MDIC) durante grande parte do governo Lula 3, também é cotado. O mercado vê em Alckmin um perfil técnico e foco na organização das contas públicas, o que poderia trazer estabilidade fiscal.

Entretanto, a disponibilidade de tempo necessária para o cargo pode ser um obstáculo, já que Alckmin precisa conciliar as demandas da vice‑presidência. Sua condução nas negociações de tarifas com os Estados Unidos elevou ainda mais seu destaque como possível futuro ministro da Fazenda.

Com a lista de nomes já divulgada, o mercado acompanha de perto as movimentações internas do governo. A escolha do próximo ministro da Fazenda será decisiva para consolidar a credibilidade fiscal do novo mandato e para garantir que os ajustes orçamentários prometidos sejam efetivamente implementados.


Fonte: Metrópoles Brasil.

Fonte: Metrópoles Brasil . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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