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Meio Ambiente · Mato Grosso do Sul

Barcaça com minério afunda no Rio Paraguai e deixa água avermelhada no Pantanal de MS

Acidente ocorreu no Porto Gregório Curvo, em Corumbá. Ibama e Imasul monitoram qualidade da água e possíveis danos ambientais.

Por Redação

Fonte: g1

2 min de leitura

Foto: Reprodução / G1
Foto: Reprodução / G1

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Uma barcaça carregada de minério afundou no Rio Paraguai, no Porto Gregório Curvo, em Corumbá (MS), na manhã de sábado (31), deixando a água com coloração avermelhada. O acidente, que não deixou feridos, está sendo investigado pela Marinha do Brasil. O Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama) e o Instituto de Meio Ambiente de Mato Grosso do Sul (Imasul) monitoram a área para avaliar possíveis danos ambientais.

Imagens registradas durante o incidente mostram tripulantes pulando da embarcação enquanto ela afundava. Segundo a Marinha, ninguém se feriu. A Capitania Fluvial do Pantanal vai reunir depoimentos, documentos e outras informações para esclarecer as causas do acidente, que ainda são desconhecidas.

A água do rio, próxima ao local do naufrágio, apresentou uma mancha avermelhada, o que levantou preocupações sobre a qualidade da água e os impactos na vida aquática. Na tarde de sábado, uma equipe da TV Morena constatou que a coloração já havia desaparecido. No entanto, o Ibama alerta para a necessidade de monitoramento contínuo.

Segundo o Ibama, a principal preocupação é que partículas de minério tenham se espalhado pela água ou se acumulado no fundo do rio, o que pode prejudicar peixes, ovos, larvas e outras espécies. O órgão destaca que a presença de minério não significa, necessariamente, contaminação, mas dependendo das condições ambientais, a carga pode liberar metais na água.

A recomendação do Ibama é identificar a quantidade e o tipo de minério que pode ter sido liberado no rio, além de analisar a transparência da água, a quantidade de partículas presentes, os níveis de oxigênio e a concentração de metais. O órgão também orienta avaliar os possíveis impactos sobre os animais aquáticos e verificar se houve vazamento de combustível ou óleo da embarcação.

A retirada da barcaça e da carga é outra preocupação. O Ibama destaca que o trabalho precisa ser acompanhado para evitar que o minério acumulado no fundo do rio volte a se espalhar pela água e cause novos danos ambientais.

A mineradora LHG Mining, que explora minério de ferro e manganês na região de Corumbá e Ladário, informou que a barcaça pertence a uma empresa parceira. Em nota, a empresa afirmou que está apurando as causas do acidente e colaborando com as autoridades na investigação.

O Imasul, por sua vez, informou que sua equipe técnica está ciente da ocorrência e acompanha a situação no Rio Paraguai, por meio de monitoramento e análises da qualidade da água. O instituto realiza coletas de amostras e medições de parâmetros físicos e organolépticos da água, além de análises laboratoriais mais complexas, incluindo a avaliação de metais.

Se forem confirmados danos ambientais, os responsáveis poderão ser obrigados a recuperar as áreas afetadas. As autoridades também poderão apurar as responsabilidades pelo acidente.


Fonte: g1.

Fonte: g1 . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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