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Política · Mundo

Protestos na França marginalizam centro político e ameaçam candidatura de Édouard Philippe

Ex-primeiro-ministro perde espaço nas pesquisas, enquanto extrema direita e esquerda ganham força

Por Redação

Fonte: InfoMoney

2 min de leitura

Foto: Reproducao / InfoMoney
Foto: Reproducao / InfoMoney

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Após os protestos violentos que abalaram a França em 17 de outubro, o centro político do país enfrenta uma crise de representatividade. O ex-primeiro-ministro Édouard Philippe, considerado um dos principais candidatos presidenciais, viu seu apoio nas pesquisas cair cerca de dois pontos percentuais, ficando entre 13% e 15% das intenções de voto. A polarização crescente beneficia figuras como Marine Le Pen, da extrema direita, e Jean-Luc Mélenchon, da extrema esquerda, que ganham espaço no cenário político francês.

Philippe, que busca se posicionar como uma alternativa moderada, criticou o presidente Emmanuel Macron pela forma como lidou com os protestos, mas seu discurso parece não estar resonando com o eleitorado. Segundo o portal InfoMoney, o ex-primeiro-ministro tentou adotar uma postura de defesa da lei e da ordem, mas de forma menos agressiva, visitando comerciantes afetados e acompanhando patrulhas policiais. No entanto, sua estratégia não tem sido suficiente para reverter a tendência de queda nas pesquisas.

A insatisfação com o aumento do custo de vida e a estagnação econômica têm impulsionado partidos populistas de extrema direita e esquerda em toda a Europa. Na França, esse fenômeno tem dificultado a vida de políticos centristas como Philippe, que integram um grupo cada vez mais pressionado. A situação é semelhante à de líderes moderados em outros países, como Friedrich Merz, na Alemanha, e Keir Starmer, no Reino Unido.

A fragmentação do centro político francês também complica a situação de Philippe. Seu principal rival no centro-direita, Gabriel Attal, também viu seus números caírem após os protestos. Já na centro-esquerda, Raphaël Glucksmann registrou uma leve melhora nas pesquisas, mas analistas questionam a durabilidade desse avanço. A possibilidade de entrada de François Hollande, ex-presidente socialista, na disputa em 2027 adiciona mais incerteza ao cenário.

Além dos desafios políticos, Philippe enfrenta questionamentos relacionados a uma investigação sobre desvio de recursos públicos envolvendo a prefeitura de Le Havre, cidade da qual é prefeito. Embora tenha recebido o status de "testemunha assistida", o que não o inocenta, seu advogado afirma que o caso não deve afetar sua campanha. No entanto, o clima de polarização e a busca por uma figura capaz de unir os moderados tornam o caminho de Philippe ainda mais difícil.

Analistas políticos mostram-se céticos quanto ao surgimento de um "salvador" de última hora, capaz de repetir o feito de Macron em 2017, quando surgiu como uma figura renovadora. A polarização e a dificuldade de montar uma campanha competitiva em pouco tempo são obstáculos significativos. Enquanto isso, a extrema direita e a esquerda continuam a ganhar terreno, deixando o centro político francês cada vez mais marginalizado.


Fonte: InfoMoney.

Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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