Pular para o conteúdo
Justiça · Brasil

Defesa de Henrique Vorcaro pede soltura ao STF por agravamento de saúde em Contagem

Novo relatório médico de 28/10 detalha diverticulite grave, hipertensão e amnésia, enquanto o prazo de 90 dias para reavaliar a prisão preventiva já expirou

Por Redação

Fonte: Metrópoles Brasil

2 min de leitura

Foto: Reprodução / Metrópoles
Foto: Reprodução / Metrópoles

Leitura em voz alta com a voz do seu aparelho, em português do Brasil.

A defesa de Henrique Vorcaro, pai do ex‑banqueiro Daniel Vorcaro, solicitou nesta segunda‑feira (2/11) ao presidente do Supremo Tribunal Federal, ministro Edson Fachin, a revogação da prisão preventiva ou a concessão de prisão domiciliar. O pedido se baseia no agravamento da saúde do réu e na ausência de nova avaliação da necessidade de mantê‑lo encarcerado.

Henrique está detido desde 14 de maio de 2026 na Penitenciária Nelson Hungria, em Contagem (MG), prisão determinada pelo ministro do STF André Mendonça. Segundo a Polícia Federal, ele financiava e solicitava serviços ao grupo “A Turma”, investigado por ameaças, intimidações e obtenção ilícita de informações sigilosas.

Para reforçar o pedido, a defesa juntou um relatório médico elaborado em 28 de outubro pelo coloproctologista Marcos Henrique Rocha Campos. O documento registra internações recorrentes e crises de diverticulite, inflamação do intestino grosso, que já indicou necessidade de cirurgia ainda não realizada. O especialista alerta que a complicação mais grave da doença é a perfuração intestinal, que exige diagnóstico rápido e intervenção cirúrgica.

Além da diverticulite, o laudo aponta hipertensão arterial, doença arterial coronariana e um episódio de amnésia ocorrido em março, que demandou internação em terapia intensiva. Os advogados argumentam que o ambiente prisional não oferece condições adequadas para tratamento emergencial nem para acompanhamento médico contínuo.

A defesa também destacou que, em setembro, o fornecimento de medicamento para hipertensão foi interrompido por mais de uma semana, apesar de os remédios já terem sido entregues à unidade prisional. Eles afirmam que já haviam comunicado ao STF crises de diverticulite, dores de cabeça, pressão alta e lapsos de memória.

Outro ponto levantado é o vencimento do prazo de 90 dias para reavaliar a necessidade da prisão preventiva, que já se encerrou. Os advogados ressaltam que os pedidos de revisão apresentados desde agosto permanecem sem resposta e que Henrique está preso há 172 dias sem decisão que reexamine a custódia de forma individualizada.

Os representantes de Henrique negam qualquer tentativa de silenciar testemunhas, afirmando que não há conduta ativa ou violenta de sua parte. Eles ainda pedem que os ministros julguem recurso apresentado em 16 de julho, que questiona os fundamentos da prisão preventiva.


Fonte: Metrópoles Brasil.

Fonte: Metrópoles Brasil . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

Leia também