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Economia · Brasil

CEO do Itaú afirma que mercado busca propostas concretas e alerta sobre inflação em coletiva

Milton Maluhy Filho comentou cenários macroeconômicos, juros elevados, câmbio e os desafios para o próximo ano.

Por Redação

Fonte: InfoMoney

2 min de leitura

Foto: Reprodução / InfoMoney
Foto: Reprodução / InfoMoney

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"O mercado não tem partido, ele olha para propostas concretas", afirmou Milton Maluhy Filho, CEO do Itaú, em coletiva de imprensa sobre os resultados do terceiro trimestre do banco, segundo o portal InfoMoney. O executivo teceu comentários sobre o cenário macroeconômico brasileiro e os desafios para a operação em um ambiente ainda marcado por juros elevados e câmbio volátil. Maluhy Filho afirma que há muita incerteza no momento e que isso faz com que os investidores adotem uma postura mais cautelosa com seus portfólios.

Por esse motivo, um aumento de definições e previsibilidade poderia fazer com que o mercado de capitais reduza a cautela e volte a retomar operações. Entre os principais objetivos que a nova gestão do presidente Luiz Inácio Lula da Silva poderia ter, perseguir novamente o grau de investimento estaria entre as prioridades citadas pelo executivo. O CEO considera que o ponto central para a economia nacional deve ser perseguir o fiscal e o social "de mãos dadas", uma vez que a volatilidade e a desvalorização do câmbio podem pressionar e aumentar a inflação.

"O mercado todo já refaz suas projeções para inflação, para bem distante do centro da meta", afirma o executivo durante a coletiva. Mudanças na jornada de trabalho e o preço dos combustíveis são pontos que já aumentariam as pressões inflacionárias, elencou o dirigente. "Os juros devem continuar em um patamar restritivo por um tempo prolongado e a mensagem central é que quando você tem um efeito inflacionário, ele é um imposto regressivo para as famílias porque consome o poder de compra", complementa.

Ainda segundo o CEO, é do interesse de toda a sociedade que a inflação fique controlada e baixa, sendo a taxa de juros a principal ferramenta econômica para alcançar esse objetivo. "Para quem é bom os juros baixos? Para todos os tomadores de crédito, as famílias", pontua. Mesmo diante de potenciais desafios macroeconômicos maiores no próximo período, o executivo considera que a instituição financeira está devidamente preparada para absorver eventuais impactos.

"Quando olhamos o cenário para 2027, as condições são piores", afirma o executivo do Itaú. Um dos recursos que tem sido destacado pela diretoria como principal responsável pela resiliência dos dados financeiros tem sido garantir que o acesso ao crédito seja rigorosamente compatível com o momento financeiro atual de cada cliente, com especial atenção para a pessoa física. "Não somos imunes, temos uma carteira de R$ 1,5 trilhão no Brasil, mas um portfólio focado em clientes mais resilientes, com produtos compatíveis no varejo", pontua.

Sobre as despesas operacionais da instituição, o CEO afirma que os custos não contam com uma alavanca mágica específica que resolva os problemas, mas sim com um programa abrangente de eficiência interna. "Isso passa por priorização, renúncias, tecnologia e transformação", declara, citando algumas das frentes estratégicas em que o banco investe continuamente. "O exercício que só depende da gente em um cenário macro desafiador é o custo. Vamos continuar perseguindo a disciplina", conclui o executivo.


Fonte: InfoMoney.

Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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