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Economia · Brasil

Sócio da Ibiúna aponta modelo econômico do PT como desequilibrado em evento

Durante conferência em Chicago, Rodrigo Azevedo criticou a velocidade dos gastos públicos e defendeu ajuste fiscal.

Por Redação

Fonte: InfoMoney

2 min de leitura

Foto: Reproducao / InfoMoney
Foto: Reproducao / InfoMoney

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A política econômica promovida pelos governos do PT é considerada “muito desequilibrada” na avaliação de Rodrigo Azevedo, sócio da Ibiúna Investimentos, conforme declaração feita durante a Conferência MBA Brasil 2026, realizada neste domingo (6) em Chicago, nos Estados Unidos. Segundo o portal InfoMoney, o gestor apontou que a velocidade do gasto público é muito mais alta sob a gestão petista para atender às demandas sociais.

De acordo com a explicação do especialista, os governos do partido buscam acelerar a economia pelo lado da demanda, o que obriga o Banco Central a atuar de forma contracionista. “O Banco Central pisa no freio para conter a inflação”, afirmou Azevedo durante o evento. Como contraponto, ele citou o governo de Michel Temer, no período anterior à pandemia, como um exemplo positivo de juros entre 4,5% e 6% ao ano, acompanhados de câmbio estável e inflação dentro da meta, reforçando a necessidade urgente de ajuste fiscal.

O sócio da Ibiúna também comentou as discussões recentes em torno das propostas do economista André Lara Rezende, um dos pais do Plano Real. Para Azevedo, toda a proposta de Rezende parte da premissa de que haverá um ajuste fiscal e, caso essa base seja seguida, o restante se ajustará. “A discussão toda do André Lara Rezende é much ado about nothing (muito barulho por nada). Se seguir essa premissa, de ter o ajuste fiscal, todo o resto vai se ajustar”, declarou o gestor.

Na semana anterior, relatos sobre a possibilidade de uma ala do governo encampar as ideias de Rezende — que propõe reduzir o ritmo de crescimento da dívida pública por meio de cortes agressivos na taxa Selic — elevaram o desconforto entre investidores. A proposta de Rezende sugere metas fiscais e monetárias de quatro a cinco anos, com o Banco Central reduzindo o juro básico para próximo de 7,5% ao ano nos primeiros 12 meses, gerando uma economia fiscal estimada em 4% do PIB ao ano para uma dívida equivalente a 80% do PIB.

Azevedo, contudo, pondera que o Brasil não possui condições políticas para realizar um ajuste fiscal gradual. Segundo ele, os investidores não concedem o benefício da dúvida, o que pode levar a um cenário de desordem onde o câmbio dispara, a inflação sobe e a economia afunda. “A inflação alta acaba fazendo o ajuste. Há probabilidade grande de termos ajuste desordenado nos próximos quatro anos”, concluiu. A Conferência MBA Brasil 2026, em sua quinta edição, reuniu executivos de grandes empresas nos dias 6 e 7 de novembro para debater perspectivas econômicas e de empreendedorismo.

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