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Política · Brasil

Governo suspende registros de imóveis de advogado ligado a Flávio Bolsonaro em Angra dos Reis

Medida cautelar da SPU atinge patrimônio na Ilha Comprida, incluindo mansão disputada com o jogador Richarlison

Por Redação

Fonte: Metrópoles Brasil

2 min de leitura

Foto: Reproducao / Metrópoles Brasil
Foto: Reproducao / Metrópoles Brasil

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A Secretaria do Patrimônio da União (SPU) determinou a suspensão temporária, no Sistema de Informação para Gestão de Imóveis Dominiais da União (SIAPA), dos registros de cadastro e transferência de imóveis do advogado Willer Tomaz localizados na Ilha Comprida, em Angra dos Reis, no Rio de Janeiro. Segundo o portal Metrópoles, um dos bens com registro suspenso é alvo de disputa judicial entre o advogado, apontado como amigo próximo do senador Flávio Bolsonaro (PL), e o jogador do Tottenham, Richarlison.

A suspensão foi adotada como medida cautelar com o objetivo de evitar novas transferências de posse ou gravames enquanto os procedimentos administrativos seguem em apuração. O despacho foi emitido na última quarta-feira (4/11). A medida atendeu a uma ação formalizada pela deputada federal Tabata Amaral (PSB), que apontou celeridade atípica no deferimento de Certidão de Autorização para Transferência (CAT) em modalidade especial para a WT S.A., empresa de Willer, expedida em aproximadamente 1h40 em 11 de julho de 2022, enquanto um requerimento anterior apresentado em 2021 pela empresa do jogador Richarlison não foi concluído.

Conforme publicou a coluna de Demétrio Vecchioli, do Metrópoles, as medidas impostas pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), contra o advogado Willer Tomaz incluem a indisponibilidade da mansão disputada com o atacante Richarlison, que alega que o imóvel foi tomado dele. Na matrícula da casa no litoral fluminense, acessada na última terça-feira (3/11), consta a indisponibilidade dos bens da WT Administração de Imóveis e Bens, sociedade anônima proprietária de boa parte do patrimônio do advogado, incluindo a mansão que pertenceu à cantora Clara Nunes.

A decisão de Moraes foi tomada no âmbito de um inquérito no qual Willer é investigado por suspeita de lavar dinheiro a partir de apostas on-line. De acordo com as investigações, o advogado chegou a apostar R$ 5 bilhões em uma única bet no ano passado e é dono de uma intermediária de pagamentos com monopólio no estado do Rio de Janeiro que lançou três casas de apostas. O senador Flávio Bolsonaro também é investigado no mesmo inquérito, tendo sido alvo de ordem para entrega de passaportes, sob a acusação de ter sido usuário master de conta bancária de empresa de Willer e de ter tido despesas pagas pelo advogado.

No caso de Willer Tomaz, o ministro Alexandre de Moraes determinou a quebra dos sigilos bancário, fiscal e cambial, além do bloqueio de bens de empresas ligadas a ele até o limite de R$ 6 bilhões. O magistrado também ordenou o cancelamento dos passaportes do investigado, incluindo um documento diplomático. Segundo os registros, Willer deixou o país em agosto e até o momento não retornou.


Fonte: Metrópoles Brasil.

Fonte: Metrópoles Brasil . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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