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Tecnologia · Mundo

Ex-funcionários da OpenAI apontam falhas de segurança e riscos de acesso a dados confidenciais

Controles internos frouxos permitiam que terceiros obtivessem informações técnicas, segundo relatos de fontes.

Por Redação

Fonte: InfoMoney

2 min de leitura

Foto: Reproducao / InfoMoney
Foto: Reproducao / InfoMoney

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SÃO FRANCISCO, Estados Unidos — Quando a OpenAI divulgou em outubro que havia encontrado um dispositivo de gravação instalado em uma sala de reuniões da diretoria, vários ex-funcionários tiveram a mesma reação: não ficaram surpresos. Esses profissionais afirmaram, segundo o portal InfoMoney, que os controles da empresa eram tão frouxos que pessoas de fora, incluindo governos estrangeiros, poderiam obter informações confidenciais sobre a tecnologia da companhia com relativa facilidade. Como exemplo, qualquer indivíduo na OpenAI com acesso ao código interno conseguia visualizar detalhes técnicos subjacentes a diversos projetos.

No entanto, a OpenAI começou recentemente a mudar sua estratégia para lidar com questões de segurança, conforme relataram duas fontes a par do assunto. Thibault Sottiaux, executivo sênior responsável pelo desenvolvimento de produtos, assumiu recentemente o comando de uma iniciativa interna destinada a proteger os sistemas da organização. Em agosto, Sottiaux, conhecido como “Tibo”, remanejou um quarto dos engenheiros de produção da companhia para aprimorar a infraestrutura de segurança, conforme detalhou uma das fontes.

Will DePue, ex-pesquisador da OpenAI que se demitiu em abril deste ano, escreveu na rede social X que, diante da concorrência acirrada, os líderes de inteligência artificial não podem sacrificar a velocidade em prol da segurança. Para eles, argumentou o ex-pesquisador, é mais importante agir rapidamente do que estar seguro, mesmo diante de grandes adversários nacionais.

Questionada sobre as preocupações dos funcionários e a percepção de omissão da administração em relação a essas questões, a porta-voz da OpenAI, Elana Widmann, afirmou que a organização é uma das mais visadas do mundo. Por essa razão, a companhia investe pesadamente em seu programa de segurança para se proteger contra ataques de pessoas de dentro, cibercriminosos e Estados-nação, declarou ela.

"Proteger nossa tecnologia, nossos dados e nosso pessoal é uma responsabilidade que levamos a sério e uma questão de importância nacional", disse Elana Widmann. "As medidas que tomamos recentemente mostram que o programa está cumprindo seu papel: identificar riscos e responder de forma decisiva. Continuaremos fortalecendo nossas defesas à medida que a tecnologia e as ameaças evoluírem", concluiu a porta-voz.


Fonte: InfoMoney.

Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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