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Política · Mundo

França tem novos confrontos em protestos contra custo de vida e governo Macron

Manifestantes e polícia entram em conflito em Paris e outras cidades, com gás lacrimogêneo e detenções, em meio a crise econômica e política

Por Redação

Fonte: InfoMoney

2 min de leitura

Foto: Reprodução / InfoMoney
Foto: Reprodução / InfoMoney

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Confrontos eclodiram em Paris e outras cidades francesas ao final de manifestações em todo o país, motivadas pela indignação com o custo de vida e a precariedade dos serviços públicos. As autoridades mobilizaram forças em grande número para evitar a repetição dos distúrbios de 17 de outubro, que deixaram um rastro de destruição.

Os protestos, que ocorreram no dia do Halloween e foram em grande parte pacíficos durante a tarde, reuniram estudantes, sindicatos e um contingente menor de manifestantes dos Coletes Amarelos. As reclamações giram em torno do custo de vida, dos altos preços dos combustíveis, do aumento da inflação e do governo do presidente Emmanuel Macron.

A polícia de choque avançou para dispersar pequenos grupos de agitadores no final da marcha em Paris e lançou gás lacrimogêneo em Lyon e Toulouse. Também houve tensões em Marselha. O Ministério do Interior informou que 320 mil pessoas participaram dos protestos em todo o país, incluindo 70 mil em Paris, uma queda em relação às semanas anteriores.

O líder da extrema esquerda Jean-Luc Mélenchon marchou à frente da manifestação em Paris. A Embaixada dos EUA aconselhou os viajantes a evitarem áreas de protestos. A agitação ocorre em um momento delicado para o governo, com a dívida pública se aproximando de 120% do PIB e os custos dos empréstimos em alta.

Os protestos ganharam força no final de setembro, quando o governo minoritário de Macron iniciou as negociações sobre o orçamento de 2027. As promessas do governo de reformar a educação e aliviar os custos com combustível não conseguiram acalmar o descontentamento.

A líder de extrema direita Marine Le Pen, que lidera as pesquisas de opinião antes da eleição presidencial de abril, ganhou impulso político com os distúrbios. A Câmara de Comércio estima que as perdas para o varejo ultrapassem 1 bilhão de euros, com outras estimativas apontando para o dobro desse valor.


Fonte: InfoMoney.

Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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