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Política · Brasil

Senador Flávio Bolsonaro admite falta de provas sobre eleições presidenciais

Parlamentar questiona lisura do pleito em entrevista, fala sobre planos políticos para 2030 e comenta processos no STF.

Por Redação

Fonte: InfoMoney

2 min de leitura

Foto: Reprodução / InfoMoney
Foto: Reprodução / InfoMoney

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O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) afirmou que nem ele "nem Lula (PT) podem afirmar com 100% de certeza que alguém foi eleito presidente do Brasil", conforme declaração dada em entrevista à Folha de S. Paulo publicada na sexta-feira (6). Questionado pelo veículo sobre se considerar ou não o verdadeiro presidente eleito do país, o parlamentar declarou ter "todas as ressalvas, motivos e indícios para desconfiar" do que ocorreu nas duas horas de extensão do período eleitoral após decisão do ministro do Supremo Tribunal Federal, Cristiano Zanin, referendada pelo presidente do Tribunal Superior Eleitoral, Kassio Nunes Marques.

Segundo o portal InfoMoney, o senador enfatizou sobre a falta de provas materiais. "Não tenho provas e nem terei, porque é proibido investigar esse assunto. A nossa parte jurídica vai ser que ele usou a máquina pública fora da lei. Isso não é permitido. Se fosse a chapa do Flávio Bolsonaro, estava cassada", declarou, sem apresentar novas evidências e pontuando que também não possui garantia de que não venceu o pleito logo no primeiro turno. Ele ainda questionou o aumento nos votos de Lula no intervalo de 21 dias entre os turnos, alegando que nem a suposta compra de votos justificaria a votação expressiva.

Durante a entrevista, o senador recusou-se a comentar o plano de fuga que o levou aos Estados Unidos, mas informou que ainda avalia com a família se pretende fixar residência no exterior ou retornar ao Brasil. Questionado sobre sua sustentação financeira no país norte-americano, Flávio afirmou que está utilizando reservas acumuladas ao longo de 20 anos de atuação parlamentar. Sobre o governador de São Paulo e aliado Tarcísio de Freitas (Republicanos), que demonstrou interesse em disputar a Presidência em 2030, Flávio comentou que "todo mundo tem o direito de se colocar como candidato" e reiterou o próprio interesse em concorrer novamente ao cargo na próxima eleição, caso seu partido permita.

Apesar da confirmação de interesse para 2030, o senador ponderou que, se seu pai, Jair Bolsonaro, recuperar os direitos políticos, ele será o nome da família a encabeçar a disputa. Em relação aos processos que envolvem seu nome atualmente no STF, Flávio disse já saber "qual vai ser o final muito antes de começar". "Como aconteceu com meu pai, como aconteceu com Eduardo [Bolsonaro]. Não tem porque eu acreditar que comigo seria diferente. O Supremo está comprometido, o TSE é dominado pelo governo, e a Polícia Federal e o Ministério Público são aparelhados", justificou.

Por fim, questionado se apoia o impeachment do ministro Alexandre de Moraes, o senador reiterou que sim, destacando que o magistrado teria descumprido requisitos ao julgar ou participar de processos nos quais deveria se declarar impedido ou suspeito. "Tem mais de cem pedidos de impeachment. Por atuação político-partidária do ministro. Por que não vai para frente? Porque o atual presidente do Senado se recusa a pautar", concluiu o parlamentar sobre o assunto.


Fonte: InfoMoney.

Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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