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Política · Mundo

Baixa popularidade de Trump eleva chances de vitória democrata nas eleições de meio de mandato nos EUA

Com aprovação de 38% e inflação alta, o presidente enfrenta risco de perder a Câmara e o Senado nas urnas de 5 de novembro

Por Redação

Fonte: InfoMoney

3 min de leitura

Foto: Reproducao / InfoMoney
Foto: Reproducao / InfoMoney

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Com a votação antecipada em andamento, os eleitores dos Estados Unidos se preparam para escolher um novo Congresso na terça‑feira, 5 de novembro. Serão disputados os 435 assentos da Câmara dos Representantes e 35 das 100 cadeiras do Senado, em um cenário marcado pela baixa popularidade do presidente Donald Trump e pela pressão da inflação sobre o custo de vida.

O Partido Republicano ainda controla ambas as Casas, mas entra na disputa com um índice de aprovação de apenas 38% e 60% de desaprovação, segundo o banco alemão Commerzbank, resultando em um saldo líquido de -22 pontos. A inflação, impulsionada por políticas tarifárias e pela guerra no Irã, é apontada como fator decisivo para o descontentamento dos eleitores, que citam gasolina, aluguéis e alimentos como principais queixas.

Historicamente, o partido do presidente costuma perder cadeiras na Câmara em eleições de meio de mandato; desde 1950, a média de perdas é de cerca de 20 assentos. Com uma maioria republicana de apenas quatro cadeiras, as pesquisas indicam que os democratas podem conquistar ao menos 20 cadeiras e assumir o controle da Casa. No Senado, a disputa também se estreita, com sinais de virada em estados tradicionalmente conservadores, como o Texas.

Desafios econômicos e perspectivas eleitorais

O Commerzbank destaca que a promessa de Trump de reduzir preços “no primeiro dia” não se concretizou, e que suas políticas de tarifas e a tensão com o Irã elevaram os preços de energia, reacendendo pressões inflacionárias. Aluguéis, alimentos e combustíveis ganharam destaque nas campanhas, enquanto o Partido Democrata tem usado a bandeira do custo de vida para atrair eleitores insatisfeitos.

Uma pesquisa do New York Times em parceria com o Siena Research Institute, divulgada em 1º de novembro, mostra democratas à frente em cinco dos sete estados‑pêndulo analisados para o Senado. O banco ING aponta que sites de apostas atribuem aos democratas entre 70% e 72% de chance de conquistar tanto a Câmara quanto o Senado.

Risco de impasse e consequências

Trump minimizou as pesquisas, afirmando que “nunca conheceu alguém” entrevistado por institutos de pesquisa e que, em um comício, apenas duas pessoas levantaram as mãos quando perguntadas se haviam sido consultadas. Ele também declarou que vetará “tudo” caso os democratas vençam e que não acredita que as eleições serão seguras.

Na véspera da votação, a Justiça americana indeferiu uma ação do governo Trump que buscava impedir o Alasca de certificar uma possível derrota do senador republicano Dan Sullivan, alegando risco de erro de voto devido a um concorrente homônimo.

O Commerzbank alerta para o risco de shutdown, já que o financiamento do governo federal se encerra em 11 de dezembro. Uma vitória democrata poderia limitar a influência de Trump sobre o Federal Reserve, já que a aprovação de indicações ao conselho do Fed depende da maioria da Câmara. Além disso, um Congresso dividido poderia gerar impasse sobre o teto da dívida e prolongar uma paralisação governamental no próximo ano.

Embora o banco considere a possibilidade de contestação dos resultados como de baixa probabilidade, reconhece que “maior do que zero” há risco de ações judiciais e protestos que poderiam abalar a confiança institucional. Enquanto os votos antecipados continuam a ser depositados, as projeções apontam para um Congresso mais fragmentado, onde questões como inflação, impasses orçamentários e tensões externas podem ter impacto tão relevante quanto o próprio resultado das urnas.

Segundo a Associated Press, o clima de ansiedade entre os eleitores reflete a percepção de que “a América que conheciam está sumindo”, alimentada por queixas sobre ilegalidade percebida entre políticos e a influência de bilionários nas decisões públicas.


Fonte: InfoMoney.

Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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