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Economia · Brasil

Ero Copper amplia produção de cobre no Brasil e reduz dívida no terceiro trimestre de 2026

Receita da mineradora chegou a US$ 348 milhões, impulsionada pelo avanço nas operações em Caraíba, Tucumã e Xavantina

Por Redação

Fonte: InfoMoney

3 min de leitura

Foto: Reproducao / InfoMoney
Foto: Reproducao / InfoMoney

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A mineradora Ero Copper divulgou em 2 de novembro os resultados financeiros e operacionais referentes ao terceiro trimestre de 2026. Segundo o portal InfoMoney, a produção total de cobre em concentrado somou 18.345 toneladas, o que representa uma alta de 6% sobre o segundo trimestre e de aproximadamente 10% em relação ao mesmo período do ano anterior.

Analisando por unidades, a operação de Caraíba, na Bahia, produziu 9.387 toneladas, registrando um crescimento de 12% em comparação ao trimestre anterior. Já em Tucumã, no Pará, a produção de cobre alcançou 8.958 toneladas, mantendo-se estável frente ao trimestre passado e apresentando um avanço de 18% em relação ao terceiro trimestre de 2025. Na planta paraense, a usina processou 14% a mais de minério, enquanto a instalação dos filtros modulares de rejeitos permanece dentro do cronograma para entrar em operação no quarto trimestre.

No segmento de ouro, a mina de Xavantina, localizada em Mato Grosso, entregou 25.258 onças, marcando um salto de 23% acima do segundo trimestre. O desempenho foi impulsionado por um recorde de 17.414 onças recuperadas de estoques históricos, alcançando um custo C1 de US$ 621 por onça. A lavra convencional somou 7.844 onças, priorizando o desenvolvimento subterrâneo para elevar o ritmo produtivo e os teores nos próximos trimestres.

O balanço financeiro apontou uma receita de US$ 348 milhões, montante que representa quase o dobro do registrado um ano antes. O Ebitda ajustado alcançou US$ 201 milhões, configurando o maior patamar da história da empresa e superando em 39% o resultado do segundo trimestre. O lucro líquido atribuível aos acionistas encerrou o período em US$ 116 milhões, o equivalente a US$ 1,10 por ação diluída.

Com a geração de caixa, a dívida líquida da Ero Copper diminuiu cerca de US$ 100 milhões no trimestre, reduzindo-se para US$ 353,5 milhões. Com isso, a relação da dívida com o Ebitda ajustado dos últimos 12 meses melhorou de forma expressiva, passando para 0,5 vez, ante 1,2 vez registrada em dezembro de 2025.

Para o fechamento de 2026, a companhia manteve a projeção de produção de cobre entre 67.500 e 77.500 toneladas, com expectativa de que o quarto trimestre seja o mais forte do ano. O custo C1 foi atualizado para o intervalo entre US$ 2,25 e US$ 2,45 por libra, refletindo a valorização do real, a inflação decorrente do conflito entre Estados Unidos e Irã e o acesso mais tardio ao minério de maior teor da cava Surubim. Contudo, considerando os ganhos de US$ 30 milhões obtidos com o hedge cambial, o intervalo efetivo permanece entre US$ 2,10 e US$ 2,30, alinhado à projeção original. Os investimentos continuam estimados entre US$ 285 e US$ 330 milhões, enquanto em Xavantina a meta é produzir entre 75 mil e 80 mil onças de ouro.

Por fim, no projeto Furnas de cobre e ouro, situado em Carajás, no Pará, a Ero concluiu a terceira fase de perfuração com 45 mil metros executados, marca atingida mais de dois anos antes do previsto. A etapa cumpre as diretrizes de exploração estabelecidas no acordo com a Vale Base Metals, que permite à companhia alcançar até 60% de participação no empreendimento, com o estudo de pré-viabilidade programado para 2027.


Fonte: InfoMoney.

Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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