Projeto de palhaçaria da UFMS leva leveza e risadas a pacientes internados em hospital de Campo Grande
Iniciativa 'Rir é o Melhor Remédio' utiliza brincadeiras, músicas e escuta para amenizar a ansiedade de internados no Humap.
Por Redação
Fonte: Campo Grande News
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Mãe e filha enxugavam as lágrimas enquanto esperavam por uma cirurgia no quarto do Hospital Universitário Maria Aparecida Pedrossian (Humap), em Campo Grande, quando foram surpreendidas pela visita de um grupo de palhaços. O encontro começou com uma conversa simples, ganhou algumas brincadeiras e, na despedida dos estudantes, as duas já conseguiam rir com o grupo. Antes que os voluntários saíssem, relataram que estavam tomadas pela ansiedade e agradeceram pela presença.
A cena marcante faz parte da rotina do projeto 'Rir é o Melhor Remédio', criado no ano de 2010 na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul (UFMS), que leva a arte da palhaçaria aos leitos do Humap. O repertório do grupo inclui piadas, músicas e brincadeiras, mas o atendimento respeita rigorosamente o ritmo de cada paciente, que tem total liberdade para preferir conversar ou apenas permanecer em silêncio.
Segundo o portal Campo Grande News, a psicóloga Aline Zottos, do Humap, destaca que esses momentos de leveza ajudam a aliviar a tensão de quem está longe de casa e preocupado com exames, procedimentos médicos ou com o próprio diagnóstico, embora ressalte que a intervenção não altera o quadro clínico. Para a profissional, a preocupação pode continuar existindo, mesmo quando surge uma risada espontânea.
A experiência também impacta diretamente a formação acadêmica dos participantes. Júlia da Silva Martins, estudante de Fisioterapia e uma das coordenadoras do projeto, guarda na memória a cena de mãe e filha. Já Sofia Batista Santos, residente de Fisioterapia, relata que chega aos quartos com o intuito de animar o dia de alguém e frequentemente sai do local levando um conselho ou uma história inesquecível.
Para Amanda Cuttier Velasquez, acadêmica de Enfermagem, as visitas representam uma oportunidade única de conhecer um pouco da vida de pessoas que, em outra circunstância profissional, talvez só encontrasse durante um procedimento clínico. Por fim, Maria Luiza Diniz dos Santos, que atua como a doutora Mafalda, afirma que tenta oferecer aos internados exatamente o que gostaria de receber caso estivesse naquele leito, dosando entre brincadeiras e a dedicação para apenas ouvir o paciente.
Fonte: Campo Grande News.
Fonte: Campo Grande News . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.
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