Empresário preso em Ponta Porã mantinha ligações com policiais e atuava como informante
Investigação da Polícia Federal revela estratégia de suspeito, enquanto desdobramentos atingem delegados e outros setores no Estado.
Por Redação
Fonte: Campo Grande News
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Preso sob suspeita de integrar a cúpula de uma organização criminosa classificada como ultraviolenta pela Polícia Federal, o empresário Adel Hassan Haidar, de Ponta Porã, costumava investir em boas relações com policiais. Segundo o portal Campo Grande News, a estratégia do investigado incluía até atuar como informante, principalmente quando os alvos das investigações policiais eram os seus próprios adversários.
A operação e o envolvimento de autoridades na segunda fase da Operação Infiltrados provocaram forte consternação entre colegas ouvidos pela reportagem. Pelo menos meia dúzia de profissionais da segurança pública também questionou a situação de outros delegados que estariam sob suspeita há bastante tempo dentro das corporações, havendo inclusive relatos sobre um pedido de prisão que teria sido rejeitado pela Justiça.
Na esfera judicial, a primeira audiência do processo que acusa o médico João Jazbik Neto, de 78 anos, de matar a mulher Fabíola Marcotti durou mais de cinco horas na última quinta-feira (5). As testemunhas de acusação prestaram depoimento a portas fechadas, sem o acesso da imprensa, atendendo a um pedido formulado pela defesa do cardiologista. Ao término da sessão, os advogados do médico optaram por não comentar os depoimentos e justificaram a postura pelo sigilo que envolve o andamento do processo.
Já no Poder Legislativo municipal, a sessão ordinária da Câmara de Campo Grande terminou mais cedo na quinta-feira (5), ocorrendo sem votação dos projetos que estavam em pauta. Ao fim dos trabalhos legislativos, apenas 11 dos 29 vereadores compareceram, número que se mostrou insuficiente para deliberar sobre as propostas. Com isso, a sessão ficou restrita apenas às falas dos líderes partidários, apresentação de requerimentos e moções, enquanto o presidente da Casa, Epaminondas Neto, o Papy (PSDB), permaneceu em seu gabinete para atender às demandas da população.
Durante os debates, entre os vereadores presentes, o ex-presidente da Câmara Carlos Augusto Borges, o Carlão (PSB), cobrou publicamente um diálogo mais estreito entre o Legislativo e a prefeitura municipal. O parlamentar declarou que não é o desejo da Casa que Campo Grande fique apenas em torno de comissões parlamentares de inquérito, defendendo que os vereadores também apresentem soluções práticas e solicitando ao Executivo um cronograma para o patrolamento de bairros que ainda carecem de asfalto.
Em outra frente institucional, o Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul (TJMS) definiu a empresa responsável por realizar a decoração natalina do prédio do Gabinete dos Desembargadores e da Secretaria, localizados no Parque dos Poderes. A empresa vencedora do processo foi a Attivar Eventos Ltda., contratada para confeccionar, alugar, montar, manter e desmontar todos os enfeites natalinos, com resultado homologado na quarta-feira (4), embora o aviso oficial não informe qual será o montante gasto com a ornamentação.
Enquanto isso, novas regras de conduta passaram a valer no Conselho Regional de Educação Física da 11ª Região (CREF11/MS), exigindo câmera ligada, rosto aparecendo e atenção integral às reuniões virtuais. A resolução estipula que os participantes evitem atividades paralelas, esclarecendo que o simples acesso à chamada não garante o pagamento por participação, além de impor o uso de camisa institucional nos julgamentos e determinar que apenas quem acompanhou todo o processo tem direito a voto.
Por fim, a Balin Inc e Construtora foi penalizada a desembolsar R$ 177,2 mil referentes a uma compensação ambiental por conta de um empreendimento imobiliário na Capital. A cobrança decorre especificamente da localização do projeto dentro da zona de amortecimento de uma unidade de conservação, área do entorno que é rigorosamente sujeita a cuidados especiais para minimizar impactos ecológicos, com o valor correspondendo exatamente a 0,5% da referência total de R$ 35,4 milhões.
Fonte: Campo Grande News.
Fonte: Campo Grande News . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.


