Ministro da Fazenda Dario Durigan nega discussão sobre congelamento da taxa Selic no governo federal
Durigan afirmou que não há proposta em avaliação para congelar a Selic, que hoje está em 13,75% ao ano, e que não há agenda de encontro entre Lula e o economista André Lara Resende
Por Redação
Fonte: Metrópoles Brasil
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O ministro da Fazenda, Dario Durigan, afirmou nesta segunda‑feira (2/11) que a equipe econômica do governo federal não está discutindo nenhuma proposta para congelar a taxa básica de juros, a Selic, que atualmente está em 13,75% ao ano. A declaração veio após especulações geradas por uma nota do colunista Lauro Jardim, do jornal O Globo, que sugeriu a existência de reunião entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o economista André Lara Resende.
Durigan foi categórico ao dizer: “Propostas como tabelar os juros ou queimar reservas cambiais não estão em avaliação”. Ele também ressaltou que não há agenda prevista para que Lula e Lara Resende se encontrem nesta semana, informação que o ministro reiterou ao ser questionado sobre o assunto.
André Lara Resende, conhecido por integrar a equipe que criou o Plano Real e por ser um dos “pais” da reorganização econômica que acabou com a hiperinflação nos anos 1990, publicou no final de setembro um artigo em sua plataforma Substack. No texto, o economista levantou a hipótese de que a redução dos juros poderia gerar queda da inflação, embora admita um possível repique inflacionário no curto prazo.
A especulação de que Lara Resende apresentaria essa ideia ao presidente gerou interpretações de que o governo poderia considerar um congelamento forçado da Selic. Contudo, além de Durigan, Aloísio Mercadante, presidente do BNDES, também confirmou que não há reunião marcada entre Lula e o economista e se posicionou contra a ideia de tabelamento de juros, afirmando que nunca defendeu tal medida.
Entenda a Selic e seu impacto na economia
A taxa Selic é o principal instrumento de controle da inflação no Brasil. Quando a Selic sobe, o crédito fica mais caro, reduzindo a demanda por bens e serviços e, consequentemente, pressionando a inflação para baixo. Por outro lado, juros elevados encarecem o financiamento para empresas, freando investimentos e o crescimento econômico. Para o governo, uma Selic alta também eleva o custo de pagamento dos juros da dívida pública, que em setembro alcançou 82,9% do PIB, totalizando cerca de R$ 11,1 trilhões.
O Comitê de Política Monetária (Copom), formado pelos diretores do Banco Central, se reunirá na terça‑feira (3/11) para decidir se a taxa será reduzida, mantida ou elevada. Enquanto isso, a agenda oficial do presidente Lula, disponível no site do Palácio do Planalto, não indica nenhum compromisso relacionado ao tema. O presidente passou o feriado de Finados na residência oficial da Granja do Torto, em Brasília, local tradicionalmente usado para descanso presidencial.
Fonte: Metrópoles Brasil.
Fonte: Metrópoles Brasil . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.


