Impacto global das eleições de meio de mandato nos EUA repercute no Oriente Médio, Ucrânia e comércio internacional
Parceiros comerciais, aliados e adversários avaliam desdobramentos sobre conflitos, energia e relações diplomáticas após o pleito norte-americano.
Por Redação
Fonte: InfoMoney
Leitura em voz alta com a voz do seu aparelho, em português do Brasil.
A repercussão das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos já alcança o cenário internacional, onde parceiros comerciais, aliados estratégicos e adversários analisam os reflexos do resultado político, segundo o portal InfoMoney. Entre as principais incertezas está a forma como a perda de controle do presidente dos EUA, Donald Trump, sobre o Congresso influenciará o conflito em curso entre o país e o Irã, marcado pelo desgaste dos eleitores diante do aumento nos preços dos combustíveis.
Fontes familiarizadas com o pensamento dos governos do Golfo Pérsico indicam que alguns líderes da região acreditam que Trump agora tem mais incentivos para buscar um acordo de paz, tornando menos provável um novo ataque em grande escala. Por outro lado, especialistas alertam que a derrota eleitoral também pode encorajar Teerã. Segundo Ebtesam al-Ketbi, do Emirates Policy Center, há uma perspectiva de oportunidade genuína para encerrar o conflito caso o governo iraniano perceba a necessidade de um entendimento, embora a interpretação de fraqueza possa resultar em uma nova escalada militar.
Para Israel, o controle democrata na Câmara e no Senado pode intensificar o escrutínio legislativo sobre as operações militares no Irã, em Gaza e no Líbano, além de colocar sob risco o histórico apoio norte-americano por meio de ajuda militar e venda de armas. O cenário político interno israelense também sentiu o impacto, com rivais que tentam formar uma coalizão criticando o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu pela perda do apoio bipartidário dos EUA durante seu mandato.
No setor energético, a restrição ao fornecimento de petróleo e gás natural liquefeito do Golfo Pérsico havia elevado os custos globalmente. Com as expectativas de que o pleito desse novo fôlego às negociações entre norte-americanos e iranianos, o mercado registrou queda no preço do petróleo pelo terceiro dia consecutivo. Conforme o analista Ole Hansen, do Saxo Bank, o mercado aposta que o presidente Trump deseja deixar o conflito no Oriente Médio para trás, embora os baixos estoques tenham evitado uma desvalorização ainda mais acentuada.
Em relação à Ucrânia, que enfrenta uma invasão russa e teve a ajuda financeira e militar direta suspensa por Trump — decisão que gerou atritos inclusive com parlamentares republicanos —, o controle das duas Casas do Congresso pelos democratas abre caminho para novas propostas de apoio. Caso obtenham apoio republicano suficiente para alcançar uma maioria de dois terços, um pacote de ajuda poderia superar um eventual veto presidencial. Contudo, analistas apontam que a medida não deve ocorrer de forma imediata e tampouco resolverá a demanda mais urgente do país europeu por interceptores de defesa aérea Patriot para proteger sua infraestrutura energética no inverno.
Fonte: InfoMoney.
Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.


