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Meio Ambiente · Mato Grosso do Sul

Biólogo explica como identificar sucuris no Pantanal de MS

Cicatrizes ajudam a distinguir as serpentes, mas semelhança nas manchas não é suficiente para confirmar a identidade do animal

Por Redação

Fonte: Primeira Pagina MS

2 min de leitura

Foto: Reproducao / Primeira Pagina MS
Foto: Reproducao / Primeira Pagina MS

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Uma marca na pele pode ajudar a reconhecer uma sucuri, mas identificar a serpente pelas manchas, como acontece com as onças-pintadas, é outra história. Segundo o biólogo Gustavo Figueirôa, cicatrizes podem servir de referência para distinguir esses animais, enquanto a semelhança na aparência não é suficiente para confirmar que dois registros mostram o mesmo indivíduo. A dúvida surgiu após o guia de turismo e fotógrafo Wender Oliveira filmar uma sucuri em um hotel de Porto Jofre, no Pantanal mato-grossense, e levantar a hipótese de ser a mesma serpente registrada no local em maio deste ano.

De acordo com Figueirôa, as onças-pintadas e as ariranhas possuem padrões individuais de manchas que permitem reconhecer cada animal. Essas marcas funcionam como digitais: um indivíduo apresenta uma combinação diferente da de outro. Nas onças, o reconhecimento é feito a partir das rosetas, manchas escuras distribuídas pela pelagem. Já nas ariranhas, a região clara do pescoço ajuda a diferenciar os integrantes de um grupo. Esse tipo de identificação por padrão individual de manchas, porém, não se aplica às serpentes da mesma maneira.

No caso das sucuris, o biólogo aponta as cicatrizes como características que podem permitir a identificação. Uma marca de ferimento pode ajudar na comparação entre imagens feitas em momentos diferentes. Isso não significa, porém, que qualquer semelhança confirme a identidade. No registro de Porto Jofre, a observação de Wender é uma hipótese baseada no detalhe que ele percebeu no corpo do animal.

O guia também relatou uma diferença no volume da sucuri em relação ao vídeo anterior. Na avaliação dele, isso poderia estar relacionado ao fato de a serpente ter sido filmada após uma refeição no primeiro registro. Wender estimou que a sucuri do novo vídeo tivesse entre 2,70 e 3 metros. A serpente permaneceu a menos de um metro durante a gravação, feita na área do hotel. A presença no mesmo local e a marca na pele motivaram a comparação com o animal visto em maio. Ainda assim, sem confirmação da identificação, não é possível afirmar que se trata de um retorno da mesma sucuri.


Fonte: Primeira Pagina MS.

Fonte: Primeira Pagina MS . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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