Especialistas apontam a necessidade de transformar o seguro cibernético em item padrão para PMEs
Com o avanço de ataques impulsionados por inteligência artificial, mercado busca ampliar a adesão nas pequenas e médias empresas.
Por Redação
Fonte: InfoMoney
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O seguro cibernético precisa ser apresentado como parte padrão dos programas de seguro das pequenas e médias empresas, e não como um complemento opcional, se as seguradoras quiserem aumentar sua adoção no setor, afirmou Steven Robinson, líder nacional da área de segurança cibernética da RPS.
O que precisamos fazer é transformar o que atualmente é uma opção de adesão em uma opção de exclusão, disse Robinson na Conferência de Risco Cibernético da Zywave, realizada em Nova York em outubro, segundo o portal InfoMoney. A cobertura cibernética continua com baixa penetração entre as empresas menores, com uma adesão inferior a 25%, estimou ele, ressaltando que ainda há um longo caminho a percorrer e uma grande oportunidade.
Robinson apontou que o problema começa na forma como o produto é vendido. Os corretores costumam apresentar os seguros patrimonial, contra acidentes e de acidentes de trabalho como coberturas essenciais, enquanto o seguro cibernético é tratado como um extra opcional. Ainda vemos a cobertura cibernética sendo apresentada como algo que a empresa talvez queira considerar porque leu nas notícias, criticou.
O mercado pode impulsionar ainda mais a adoção simplificando o processo de compra para empresas menores, acrescentou Robinson. O setor também deveria abandonar as vendas baseadas no medo e apresentar o seguro cibernético como um produto de continuidade de negócios, especialmente à medida que a inteligência artificial aumenta a escala e a sofisticação das ameaças.
Isso é apenas parte do que você precisa para manter sua empresa funcionando, porque isso vai acontecer, pontuou Robinson, destacando que a tecnologia ajuda a ampliar essa conversa no atual cenário. No mesmo sentido, Emily Licitra, vice-presidente sênior de responsabilidade profissional da Arch Insurance, disse que sua maior preocupação no curto prazo é que os agentes de ameaças usem a inteligência artificial para atacar empresas em maior escala.
Licitra explicou que a inteligência artificial está principalmente ampliando as ameaças cibernéticas existentes, em vez de criar novas categorias de prejuízo. Práticas como phishing, ransomware e exploração de vulnerabilidades estão se tornando cada vez mais rápidas e escaláveis, sem alterar necessariamente o objetivo final dos invasores, mas modificando a rapidez e a escala com que realizam os ataques.
A especialista também alertou que uma preocupação de longo prazo é a aceleração na identificação de vulnerabilidades críticas, o que reduz o intervalo entre a descoberta e a exploração. Esse cenário deixa aos defensores e às seguradoras menos tempo para reagir, podendo se transformar em um problema sistêmico para o mercado global, concluiu Licitra.


