Corpo de Estela é encontrado em caminhonete afundada no Rio Turvo, em Ivinhema (MS)
A busca por João Luiz continua enquanto equipes de mergulho analisam as condições do rio, que está três metros acima do normal devido às chuvas
Por Redação
Fonte: g1
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O corpo de Estela foi encontrado dentro da caminhonete que afundou no Rio Turvo, em Ivinhema, no Mato Grosso do Sul, na manhã de segunda‑feira (2). O achado ocorreu após três dias de buscas realizadas por equipes de mergulho do Corpo de Bombeiros de Campo Grande, que enfrentam correnteza forte, água turva e nível do rio três metros acima do normal, consequência das intensas chuvas na região.
De acordo com o Corpo de Bombeiros, o leito do rio apresenta pedras de diferentes tamanhos e bancos de areia ao longo do percurso, o que dificulta a visibilidade dos mergulhadores, que enxergam menos de 30 cm à frente. A caminhonete foi localizada a 6,5 m de profundidade e a cerca de 40 m do ponto onde o veículo entrou na água. Para ampliar a área de busca na superfície, os bombeiros também mobilizaram uma lancha de maior potência.
Descoberta do estepe e explicação do processo de afogamento
Um pescador encontrou o estepe da caminhonete na manhã de segunda‑feira, abaixo de uma ponte que liga Ivinhema a Nova Andradina, a aproximadamente 40 km rio abaixo do local onde o veículo afundou. O sargento responsável explicou que, quando uma pessoa se afoga, o corpo inicialmente afunda e pode ser arrastado pela correnteza ao longo do leito. As pedras podem fazer o corpo rolar e bater no fundo, enquanto a formação de gases faz com que ele suba novamente, dificultando o trabalho das equipes de busca.
O sargento ressaltou que a água ainda não está fria, o que aumenta a expectativa de que o corpo venha à superfície mais rapidamente. Contudo, a correnteza forte e a presença de obstáculos no fundo podem prender o corpo ou levá‑lo para áreas distantes do ponto de afundamento.
Investigação policial
O delegado Gustavo Oliveira, responsável pela investigação, afirmou que não há indícios de feminicídio ou suicídio. A hipótese principal é que o casal, originário do Paraná e que trabalhava em uma fazenda da região, entrou por engano em uma área de acesso ao rio, sem conhecer as características do local. A polícia também está apurando relatos de que os ocupantes consumiram bebidas alcoólicas ao longo do dia, o que poderia ter prejudicado a percepção da profundidade da água.
Segundo o delegado, o alagamento de trechos das estradas próximas, onde a água chegava à altura das rodas de veículos altos, como caminhonetes, pode ter contribuído para a confusão. A avaliação indica que o casal pode ter confundido a rampa de acesso ao rio com um trecho de estrada coberto pela água.
Imagens de câmeras de segurança mostram que, cerca de quatro segundos após a caminhonete entrar na água, o motorista acionou o freio e engatou a marcha à ré, sinalizando que percebeu o erro e tentou recuar, mas não conseguiu impedir o afundamento. As gravações também revelam que Estela estava sentada no banco do veículo, segurando a alça de segurança destinada aos passageiros.
Não há sinais de que ela tenha sido forçada a permanecer no carro ou que houvesse discussão entre os ocupantes. Os gritos de socorro captados nas imagens começaram somente depois que a caminhonete entrou na água e começou a submergir.
A rampa estava mais alagada que o habitual, dificultando a identificação do declive acentuado. Aproximadamente quatro segundos após a entrada, a água já havia invadido a cabine e coberto a porta, tornando a abertura das portas extremamente difícil devido à pressão da correnteza. A perícia constatou que o local atinge cerca de seis metros de profundidade nos primeiros metros após a rampa.
Não foi identificado nenhum momento em que os ocupantes tenham conseguido sair da caminhonete. A porta teria se aberto somente depois que o veículo já estava no fundo do rio, possivelmente devido à pressão da água, lançando uma das vítimas para fora. A correnteza deslocou a caminhonete cerca de 40 m ao longo do leito.
O delegado também afirmou que não há histórico de violência entre o casal nem elementos que indiquem uma morte intencional. A investigação segue focada em esclarecer as circunstâncias do acidente e localizar o marido, João Luiz, que ainda não foi encontrado.
As equipes do Corpo de Bombeiros continuam as buscas, enquanto a polícia mantém a hipótese de acidente provocado por erro de percepção das condições do acesso ao rio. Segundo o portal G1, a operação deve permanecer em andamento até que todas as evidências sejam analisadas.
Fonte: g1.
Fonte: g1 . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.
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