Catar mantém mediação entre Estados Unidos e Irã para evitar escalada na região
Primeiro-ministro catari aponta continuidade no interesse de Washington por um acordo diplomático.
Por Redação
Fonte: InfoMoney
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O primeiro-ministro do Catar, xeque Mohammed bin Abdulrahman Al-Thani, afirmou que os esforços de mediação do país entre os Estados Unidos e o Irã continuam em andamento, com o objetivo central de impedir que a situação na região saia do controle, conforme reportagem da emissora Al Jazeera divulgada no sábado. Segundo o portal InfoMoney, o governo norte-americano continua disposto a encontrar uma solução mesmo após as eleições de meio de mandato, sinalizando que o interesse de Washington em alcançar um acordo não mudou, conforme destacou o premiê catari.
Durante as negociações, houve avanços significativos e Al-Thani expressou confiança de que um entendimento poderá ser alcançado em breve. “Não podemos esperar para chegar a um acordo perfeito, esperamos chegar a um bom acordo”, declarou o líder. A agência de notícias semioficial iraniana Tasnim informou no sábado (7) que relatos iniciais indicavam que dois mísseis haviam atingido a Ilha de Qeshm, embora tenha acrescentado que não havia informações oficiais sobre possíveis danos até o momento. Os Estados Unidos ainda não anunciaram publicamente nenhum ataque a alvos dentro do território iraniano.
Os países da região vinham prevendo que o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, que adiou ataques ao Irã durante as semanas que antecederam as eleições de meio de mandato na terça-feira, pudesse retomar as ações militares assim que a votação terminasse. Em resposta, o Irã afirmou repetidamente que responderia a novos ataques atingindo alvos norte-americanos e israelenses em países vizinhos. Desde setembro, o governo iraniano vem propondo seu próprio plano de sete dias, que até o momento foi rejeitado por Trump.
O plano apresentado por Teerã prevê que Washington suspenda o bloqueio aos portos iranianos, descongele ativos financeiros e aprove uma rota apoiada pelo Irã através do Estreito de Ormuz, momento em que a disputada via navegável seria reaberta para o tráfego internacional, conforme os detalhes divulgados.


