Pular para o conteúdo
Polícia · Mato Grosso do Sul

Casal entra por engano em acesso ao rio e caminhonete afunda em condomínio de MS

Investigação aponta que a confusão entre rampa alagada e estrada, aliada ao consumo de álcool, levou ao acidente na noite de 1º de novembro

Por Redação

Fonte: g1

2 min de leitura

Foto: Reprodução / G1
Foto: Reprodução / G1

Leitura em voz alta com a voz do seu aparelho, em português do Brasil.

Na noite de domingo, 1º de novembro de 2026, a caminhonete conduzida por Estela e acompanhada por João Luiz entrou em um acesso ao rio Ivinhema, localizado dentro de um condomínio fechado no interior de Mato Grosso do Sul, e acabou submersa, segundo o portal G1.

Detalhes da investigação

A principal hipótese levantada pela Polícia Civil é que o casal, que não morava nem estava hospedado no condomínio, tenha confundido a rampa de acesso ao rio com um trecho de estrada alagada nas proximidades. Vários trechos das vias vizinhas estavam inundados, chegando à altura das rodas de caminhonetes, o que pode ter induzido o erro de percepção.

Relatos indicam que o casal passou o dia consumindo bebidas alcoólicas. O delegado responsável afirma que o álcool, somado à baixa visibilidade e ao desconhecimento do local, pode ter prejudicado a avaliação das condições da rampa.

A análise técnica das imagens de segurança reforça a versão de acidente. Aproximadamente quatro segundos após a entrada da caminhonete na água, o motorista aciona o freio e engata a marcha à ré, movimento percebido pelas luzes traseiras. Essa tentativa demonstra que o condutor percebeu o engano, mas não conseguiu evitar que o veículo fosse submerso.

Nas gravações, Estela aparece sentada no banco da frente, segurando a alça de segurança destinada aos passageiros. Não há indícios de que ela tenha sido forçada ou segurada por outra pessoa, nem de discussões que pudessem ter motivado a permanência no veículo.

Os gritos de socorro surgem somente depois que a caminhonete já está na água. A rampa estava mais alagada que o habitual, dificultando a visualização do declive acentuado. Em apenas quatro segundos, o rio invadiu a cabine e cobriu a porta, tornando a abertura das portas extremamente difícil devido à pressão da água.

O perímetro do rio atinge cerca de seis metros de profundidade nos primeiros metros após a rampa, o que impede a saída dos ocupantes. As imagens não mostram nenhum momento em que Estela ou João Luiz tenham conseguido abrir a porta antes que o veículo alcançasse o fundo. A porta parece ter se aberto apenas após o veículo estar submerso, possivelmente pela pressão da correnteza, que também deslocou a caminhonete por aproximadamente 40 metros ao longo do leito.

O delegado esclareceu que não foram encontrados indícios de violência entre o casal nem elementos que apontem para uma morte intencional. A hipótese predominante permanece sendo um acidente causado por erro de percepção das condições do acesso ao rio.

As equipes do Corpo de Bombeiros continuam as buscas por João Luiz, que ainda não foi localizado. A investigação prossegue para esclarecer todos os detalhes do incidente e determinar as circunstâncias exatas que levaram ao afundamento da caminhonete.


Fonte: g1.

Fonte: g1 . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

Leia também

Comentários

    Deixe seu comentário

    Seja respeitoso. Não aceitamos ofensas, links ou propaganda. Veja os Termos de uso.