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Geral · Mato Grosso do Sul

Cachorros também podem ter TOC e perseguir o próprio rabo é um dos sinais

Especialista explica que atitudes repetitivas em cães exigem atenção dos tutores e investigação veterinária

Por Redação

Fonte: Campo Grande News

2 min de leitura

Foto: Reproducao / Campo Grande News
Foto: Reproducao / Campo Grande News

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Aquela cena clássica do cachorro correndo atrás do próprio rabo pode parecer engraçada à primeira vista, mas, dependendo da frequência e da intensidade, merece atenção redobrada dos tutores. Conforme o portal Campo Grande News, assim como os seres humanos, os cães também podem desenvolver comportamentos compulsivos semelhantes ao TOC (Transtorno Obsessivo-Compulsivo), sendo o hábito de perseguir a própria cauda repetidamente um dos principais indícios do problema.

Segundo o médico-veterinário Thiago Oliveira, estudos sobre o comportamento animal apontam que esses episódios deixam de ser uma simples brincadeira quando passam a acontecer de maneira excessiva, repetitiva e difícil de interromper. Essa postura pode prejudicar diretamente a rotina do animal, provocando estresse elevado e, em determinadas situações, até ferimentos físicos.

“Comportamentos repetitivos precisam ser observados pelos tutores. É importante diferenciar uma atitude ocasional de uma compulsão. Um cachorro que corre atrás do rabo durante uma brincadeira, por exemplo, não necessariamente apresenta algum transtorno. O alerta aparece quando ele repete a ação insistentemente, sem conseguir parar”, explica o especialista ao veículo.

Além de perseguir a própria cauda, outros sinais podem chamar a atenção dos donos no dia a dia. Entre eles estão lamber ou morder as patas por longos períodos, correr atrás da própria sombra, perseguir luzes, girar em círculos insistente e realizar movimentos que parecem não ter nenhuma finalidade prática.

De acordo com o profissional, as causas exatas dos comportamentos compulsivos em cães ainda não são totalmente compreendidas pela ciência. Fatores genéticos, alterações na química cerebral e questões ambientais podem estar envolvidos diretamente no surgimento do quadro.

“Estresse, ansiedade, frustração, falta de estímulos e pouco espaço para gastar energia também podem contribuir para o desenvolvimento ou agravamento desses comportamentos”, destaca o veterinário, acrescentando que esse tipo de manifestação pode começar ainda nos primeiros meses de vida do animal.

A notícia positiva é que o transtorno possui tratamento e o primeiro passo fundamental é procurar um médico-veterinário para investigar detalhadamente o que está acontecendo. Isso ocorre porque nem todo comportamento repetitivo significa TOC, visto que dores, problemas de pele, alterações neurológicas e outras condições de saúde também podem provocar atitudes semelhantes.

Quando o diagnóstico aponta para um transtorno compulsivo, a conduta terapêutica pode envolver mudanças na rotina do pet, enriquecimento ambiental, atividades físicas regulares, estímulos mentais e acompanhamento comportamental especializado. Em alguns casos específicos, o profissional pode recomendar a utilização de medicamentos.

A orientação principal é jamais repreender ou castigar o animal quando ele apresentar esses comportamentos compulsivos, pois a punição pode aumentar ainda mais o estresse e piorar o quadro clínico. “Oferecer passeios, brincadeiras, brinquedos interativos e atividades que estimulem o faro são algumas maneiras de melhorar a qualidade de vida do pet”, aconselha o especialista ouvido pelo Campo Grande News.


Fonte: Campo Grande News.

Fonte: Campo Grande News . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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