Pular para o conteúdo
Economia · Brasil

Busca por crédito no Brasil cresce 49,56% em setembro de 2026

Levantamento da CNDL e do SPC Brasil aponta alta na procura, mas apenas 3,60% dos consumidores contrataram serviços

Por Redação

Fonte: Metrópoles Brasil

2 min de leitura

Foto: Reproducao / Metrópoles Brasil
Foto: Reproducao / Metrópoles Brasil

Leitura em voz alta com a voz do seu aparelho, em português do Brasil.

A busca dos brasileiros por crédito registrou um crescimento expressivo de 49,56% em setembro de 2026, em comparação com o mesmo período do ano anterior, conforme apontou um levantamento divulgado nesta quarta-feira (4/11) pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo SPC Brasil. Apesar do forte avanço na variação anual, o volume total de consultas realizadas pelo setor financeiro apresentou uma retração de 13,67% quando comparado aos dados apurados em agosto deste ano.

De acordo com os dados da pesquisa, os homens formaram a maioria entre os cidadãos que procuraram por crédito no mês de setembro, concentrando 53,14% da proporção total. No recorte por faixa etária, os consumidores com idade entre 40 e 49 anos representaram a maior parcela dos interessados, atingindo 24,21% do total de buscas registradas pelo levantamento.

Apesar do interesse demonstrado por uma fatia significativa da população, apenas 3,60% dos consumidores consultados efetivamente chegaram a contratar algum tipo de serviço financeiro. Segundo a avaliação do presidente da CNDL, José César da Costa, o crescimento na procura está diretamente atrelado às dificuldades financeiras enfrentadas pelas famílias brasileiras no cotidiano.

"Em um ambiente de juros elevados, renda comprometida e dificuldades para manter as contas em dia, o crédito deixa de ser procurado apenas para financiar novos projetos ou estimular o consumo e passa a funcionar, em muitos casos, como uma alternativa para cobrir despesas do mês, quitar compromissos atrasados e reorganizar as finanças", explicou José César, conforme o portal Metrópoles Brasil.

Por sua vez, o presidente do SPC Brasil, Roque Pellizzaro Júnior, ressaltou os reflexos que esse cenário econômico provoca no setor de comércio e serviços. "O elevado custo do dinheiro, associado à inadimplência e ao comprometimento da renda das famílias, limita a capacidade de consumo e reduz o espaço no orçamento para novas compras", pontuou o dirigente.


Fonte: Metrópoles Brasil.

Fonte: Metrópoles Brasil . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

Leia também