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Cultura · Mato Grosso do Sul

Arquivo Público Estadual expõe hinos inéditos do concurso de 1978 em Campo Grande

Mostra inédita revela 91 propostas musicais descartadas na criação dos símbolos oficiais de Mato Grosso do Sul

Por Redação

Fonte: A Crítica de Campo Grande

2 min de leitura

Foto: Reprodução / A Crítica de Campo Grande
Foto: Reprodução / A Crítica de Campo Grande

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O Arquivo Público Estadual abriu a exposição “Muito Além do Acorde Final – ensaios e versos do hino sul-mato-grossense”, apresentando letras, partituras e o memorial descritivo dos hinos inscritos no Concurso Nacional de Símbolos de Mato Grosso do Sul em 1978. A visitação pública tem entrada franca para todos os interessados na história regional, segundo informações divulgadas pelo portal A Crítica de Campo Grande.

O coordenador do Arquivo, Douglas Alves da Silva, explicou que a busca pelos documentos teve início em 2024, motivada pela repercussão de outra mostra intitulada Celeiros de Farturas. A partir disso, pesquisadores passaram a investigar o destino das propostas que acabaram não sendo aceitas na época para a criação dos símbolos oficiais do Estado. Durante o levantamento, a equipe teve a surpresa de localizar 91 trabalhos que haviam sido inscritos originalmente como hinos estaduais.

De acordo com a diretora de Memória e Patrimônio Cultural da Fundação de Cultura de Mato Grosso do Sul (FCMS), Melly Sena, todo o acervo localizado foi digitalizado pela equipe técnica e já está plenamente acessível à sociedade. Ela destacou que esta é a primeira vez, desde 1978, que o material vem a público, aproximando a população do contexto histórico às vésperas do cinquentenário do Estado. Para a gestora, a iniciativa cumpre o tripé fundamental da salvaguarda: preservar, organizar e dar acesso à memória coletiva.

Na época do concurso original, os hinos inscritos não foram selecionados de imediato, sendo sete deles enviados à Funarte, que também não definiu um vencedor. Diante disso, a comissão optou por encomendar a obra a um maestro renomado, resultando na melodia de Radamés Gnattali e na letra de Jorge Antônio Siufi e Otavio Gonçalves Gomes, ambos da Academia Sul-Mato-Grossense de Letras.

A cerimônia de abertura da exposição, realizada na sexta-feira (23), contou com a presença de descendentes e antigos participantes do concurso histórico. Fábio Pereira do Vale Machado representou seu falecido avô, Hugo Pereira do Vale, médico, advogado e acadêmico que concorreu com a letra de um dos hinos. Já o padre Osmar Augusto Bezutte, responsável por musicar a letra de Hugo quando tinha 30 anos, participou do evento e celebrou o resgate da memória daquela época marcada pela divisão territorial de Mato Grosso.

Fonte: A Crítica de Campo Grande.

Fonte: A Crítica de Campo Grande . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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