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Emprego e Concursos · Mundo

Mark Cuban aconselha jovens da geração Z a aceitar o primeiro emprego, mesmo que seja no McDonald’s

Em podcast e entrevista à Fortune, o bilionário recomenda que recém‑formados deixem de buscar a vaga ideal e comecem a trabalhar para desenvolver experiência e resiliência

Por Redação

Fonte: InfoMoney

3 min de leitura

Foto: Reproducao / InfoMoney
Foto: Reproducao / InfoMoney

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Mark Cuban, investidor bilionário conhecido por suas participações no setor de tecnologia, deu recentemente um conselho direto a jovens da geração Z que enfrentam um mercado de trabalho apertado: pare de esperar pela vaga perfeita e consiga um emprego agora. A mensagem foi transmitida no podcast "The Diary of a CEO" e reforçada em entrevista à Fortune, onde o empresário explicou por que o primeiro cargo, ainda que modesto, pode ser a porta de entrada para uma carreira sólida.

Antes de se tornar um dos nomes mais reconhecidos do Vale do Silício, Cuban acumulou experiências que poucos associariam a um futuro bilionário. Enquanto ainda cursava a faculdade, ele vendeu sacos de lixo nas ruas, fatiou frios em delicatessens, deu aulas de dança e trabalhou como bartender. Esses trabalhos, embora distantes da alta tecnologia, ensinaram-lhe a importância de aparecer, trabalhar duro e entregar resultados concretos.

O ponto central do conselho de Cuban é simples: aceitar um emprego, ainda que em uma rede de fast‑food, demonstra iniciativa e capacidade de assumir responsabilidades. “Não procure o emprego perfeito, porque eles são difíceis de encontrar. Apenas consiga um emprego”, afirmou no podcast. Ele citou exemplos como Jeff Bezos, que trabalhou no McDonald’s na adolescência, e até o próprio Cuban, que cumpriu um turno no Dairy Queen.

Segundo o bilionário, o objetivo não é permanecer indefinidamente em funções como atendente de lanchonete, mas usar essa experiência para provar a futuros empregadores que se pode crescer, aprender e assumir desafios maiores. “Mesmo que sua missão na vida não seja se tornar gerente de um McDonald’s ou de um Dairy Queen, o fato de conseguir mostrar a um futuro empregador que você subiu na carreira… é isso que importa”, explicou.

Ele estima que uma evolução profissional significativa pode levar de dois a três anos. O problema, segundo Cuban, é que muitas pessoas não conseguem visualizar esse horizonte temporal e acabam sentindo-se presas. Reconhecer a frustração sem deixá‑la dominar as decisões é, para ele, a chave para avançar.

Como aproveitar ao máximo o primeiro emprego

Em entrevista à Fortune, Cuban detalhou as competências que jovens profissionais devem desenvolver logo no início da carreira. O primeiro passo é aprender a cumprir horários e a aprimorar habilidades interpessoais, essenciais para lidar com chefes e colegas. “Trabalhar bem para um chefe e fazer um excelente trabalho, mas também entender como reduzir o estresse dos gestores e se relacionar bem com colegas, independentemente das diferenças entre eles”, destacou.

Além das habilidades comportamentais, o empresário insiste que os recém‑contratados compreendam a estrutura de geração de receita da empresa e busquem maneiras de contribuir para o crescimento do negócio. “Descobrir como ser mais produtivo no trabalho” resume Cuban, apontando que esse conjunto de competências ajuda a ganhar a confiança dos gestores e a construir bases sólidas para objetivos mais ambiciosos.

Outros líderes de tecnologia reforçam a ideia de que as decisões iniciais têm impacto limitado. Em discurso para formandos da Universidade Stanford, Sundar Pichai, CEO do Google, afirmou que as escolhas que mais geram ansiedade no início da vida profissional raramente definem o futuro. “Embora essas decisões pareçam importantes naquele momento, elas têm muito menos consequências do que você imagina”, disse.

Pichai acrescentou que decisões realmente críticas envolvem aspectos pessoais, como escolher um parceiro de vida, formar uma família ou fazer uma grande mudança de carreira. Fora isso, poucas escolhas determinam sucesso ou fracasso.

O professor Huang, também da Stanford, alertou que expectativas muito altas podem reduzir a resiliência, um atributo essencial para o sucesso. “Pessoas com expectativas muito altas têm baixa resiliência. E, infelizmente, resiliência é importante para o sucesso”, explicou. “Uma das minhas grandes vantagens é ter expectativas muito baixas.”

Cuban encerrou sua mensagem com uma provocação que se tornou um de seus conselhos mais citados: “Não sei como ensinar isso a vocês, exceto dizendo que espero que o sofrimento aconteça com vocês.” O conselho, embora duro, visa preparar os jovens para enfrentar desafios reais e transformar adversidades em oportunidades de aprendizado.


Fonte: InfoMoney.

Fonte: InfoMoney . O Nioaquense publica a chamada e a foto; a íntegra está no veículo original.

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